Crianças se refrescando no parque aquático comunitário em Richmond, na Colúmbia Britânica
Don MacKinnon/AFP
Crianças se refrescando no parque aquático comunitário em Richmond, na Colúmbia Britânica


Mais de 500 pessoas podem ter morrido em decorrência do forte onda de calor que atingiu o Canadá , na última semana do mes de junho. Segundo as autoridades locais, a estimativa é baseada em um comparativo entre a média desse tipo de óbitos e o registro de mortes semanais. As informações são do Uol.

A chefe do Departamento de Medicina Legal da província da Colúmbia Britânica, Lisa Lapointe, afirmou em entrevista ao The Guardian que foram 719 mortes na última semana, que registrou recordes diários de altas temperaturas. Lisa declarou ser "sem precedentes" o auto número de mortes e disse acreditar que "o clima extremo é um fator que contribuiu significativamente para o aumento de mortes".

De acordo com Lisa Lapointe, a média de mortes repentinas semanais é de 230, e que por este fator acredita que mais de 500 pessoas tenham tido o calor como causador de tantos óbitos. Ela ainda reiterou que a maioria dos falecidos eram idosos e com residências com poucas opções de ventilação.

A chefe-legista indicou que as investigações durarão semanas para serem concluídas e não descartaria um acréssimo no número de vítimas que foi compultado até agora.


Na última semana, a Colúmbia Britânica registrou altas temperaturas e a cidade de Lytton registrou recordes históricos no país, atingindo 46,5°C, 47,8°C e 49,6°C, respectivamente, nos dias 27, 28 e 29 de junho. Os Estados Unidos também tem registrado mortes em consequência do "domo de calor", a onda de ar quente que atingiu o território da Califórnia ao Ártico. Cerca de 110 pessoas faleceram, neste período.

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