António Costa deve vencer eleições
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Primeiro-ministro português lidera uma coalizão de esquerda

Os portugueses vão às urnas neste domingo (6) para renovar os 230 assentos da Assembleia da República em uma eleição marcada pelo favoritismo do Partido Socialista. De acordo com as pesquisas de intenções de voto, citadas pela agência de notícias RFI , o atual primeiro-ministro, António Costa, não deve enfrentar dificuldades para garantir sua permanência no cargo, já que seu partido tem cerca de 38% da preferência nas eleições . Seu rival, Rui Rio, do Partido Social Democrata (PSD) de centro-direita, aparece com 26%.

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Atualmente, Costa lidera uma coalizão que une o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português, apelidada de "Geringonça" desde 2015.

A expectativa é de que mais de 10,8 milhões de eleitores compareçam aos colégios eleitorais até às 20h (horário local), apesar do voto não ser obrigatório no país europeu. Os resultados serão apurados após o encerramento das urnas. Ao todo, 21 partidos estão inscritos nas eleições deste domingo, o maior número em mais de 40 anos. Entre as novas legendas há o conservador CDS-Partido Popular, com 6% das intenções de voto, e os de extrema-direita, como o Partido Nacional Renovador e o Chega, que não alcançam 1% cada.

Ao contrário de outros países europeus, a campanha eleitoral não foi dominada por temas como a crise imigratória, principalmente porque em Portugal existe um amplo consenso sobre a necessidade de acolher os migrantes para atender à demanda de empregos e ajudar a compensar a baixa taxa de natalidade, com 8,5 nascimentos a cada mil habitantes.

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Por esse motivo, uma das principais propostas de António Costa é facilitar a imigração, abolindo o sistema de cotas introduzido pelo governo anterior de centro-direita. Já Rio, líder da oposição conservadora, defende encontrar um equilíbrio entre uma política de portas abertas e as necessidades do país. Os social-democratas (PSD) conquistaram o maior número de votos nas eleições de 2015, mas o Partido Socialista chegou ao poder depois de fechar acordos com pequenos partidos de esquerda.  Desde então, a economia do país cresceu acima da média da União Europeia.

O déficit orçamentário de Portugal também encolheu, apesar da reversão das medidas de austeridade que o governo anterior do PSD lançou em troca de um resgate de 78 bilhões de euros da UE e do Fundo Monetário Internacional.  Os líderes da oposição, no entanto, acusaram o governo socialista de tomar medidas desproporcionais para atender às regras orçamentárias da zona do euro.

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Além disso, a popularidade dos socialistas também foi atingida por uma série de escândalos, incluindo acusações de nepotismo e a suspeita de acobertamento de roubo de armas em uma base militar.

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