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Partido do atual premier conseguiu 32 assentos no Parlamento, enquanto o do rival Benny Gantz ficou com 33; coalizão será necessária para governar

Benjamin Netanyahu e Benny Gantz arrow-options
Reprodução/Facebook Benjamin Netanyahu e Benny Gantz
Eleições resultaram em empate técnico entre partidos de Netanyahu e Gantz

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, propôs nesta quinta-feira (19) ao seu principal rival, o ex-general Benny Gantz, a formação de um governo de unidade em Israel após a eleição legislativa não definir nenhum vencedor com maioria absoluta. "Não há outra opção a não ser formar um amplo governo de unidade", afirmou o premier, em um vídeo publicando no Twitter.

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Já nesta quinta, porém, Gantz rejeitou a proposta de Netanyahu . Em rápido pronunciamento, o líder do partido Azul e Branco afirmou que está disposto a uma governo de unidade nacional, mas ele irá liderar as negociações, e não Netanyahu. Além disso, Gantz ressaltou que seu objetivo é formar um governo 'eficaz, e não paralítico"

Na gravação, o atual premier pediu a Gantz  para trabalharem juntos e assim evitar a realização de uma terceira votação. No pleito ocorrido na última terça-feira (17) o Likud de Netanyahu conquistou 32 cadeiras no Parlamento, enquanto o Azul e Branco ficou com 33 assentos.  Já a aliança de partidos árabes, aparece em terceiro lugar, seguido do ultra-ortodoxo Shas e do nacionalista Yisrael Beiteinu.

Com este número,  nenhum dos dois principais partidos terá maioria absoluta para formar um governo. "Durante a campanha eleitoral pedi o estabelecimento de um governo de direita, mas, para meu pesar, os resultados das eleições mostram que isso é impossível", disse Netanyahu.

A mudança de postura do premier israelense , porém, é reflexo de uma imagem enfraquecida, principalmente depois de não conseguir maioria tanto na votação de abril quanto na desta semana. "Benny, precisamos estabelecer um governo de unidade ampla, tão cedo quanto hoje. O país espera que nós dois demonstremos responsabilidade e que busquemos cooperação", apelou Netanyahu.

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A proposta também é rechaçada pelos partidos religiosos que apoiam o líder do Likud. Em meio à polêmica, Netanyahu chegou a cancelar sua participação nos debates da Assembleia Geral das Nações Unidas