Presidente brasileiroJair Bolsonaro com Macri
Isac Nóbrega/PR
Em ocasiões anteriores, Bolsonaro já defendeu a reeleição do atual presidente argentino Mauricio Macri


BUENOS AIRES - No dia seguinte a anunciar novas medidas econômicas, incluindo a renegociação da dívida com o  FMI , o presidente argentino  Mauricio Macri  afirmou nesta quinta-feira, a menos de dois meses do segundo turno, que é sua a “responsabilidade de liderar o país”, mas advertiu que ela “nunca depende só de um governo”.

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"É necessário encontrar acordos entre todos. Temos 59 dias à frente até as eleições. Que corram bem é minha responsabilidade como presidente, mas nunca depende só de um governo ", afirmou, em um cerimônia no porto de Buenos Aires . "De minha parte está todo o compromisso para dialogar com todos. Sei que há desconfianças e repulsas, mas é óbvio que quanto mais dialoguemos, mais calma e serenidade levaremos aos argentinos."

A semana foi complicada nos mercados da Argentina , com o dólar superando os 60 pesos, e o risco-país disparando mais de 2.100 pontos. Nesta quinta-feira, após anúncio de renegociação da dívida, os títulos argentinos recuaram ao pior patamar já registrado.

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Em clima de campanha, Macri mirou na oposição e, sobretudo, no candidato peronista da Frente de Todos, Alberto Fernández, que venceu por larga vantagem as eleições primárias.

"Todos nós que de alguma forma ocupamos o papel de liderança, sabemos o peso que isto tem, de cada passo que damos e como isso afeta o presente e o futuro dos argentinos — afirmou.  — Estou aqui para continuar lutando pelo futuro que merecemos", disse ele, em tom de campanha.

 A chapa formada por Alberto Fernández e pela ex-presidente Cristina Kirchner ganhou com 47,6% dos votos, contra 32,08% de Macri as primárias realizadas no começo de agosto, num resultado que, caso se repita nas eleições de 27 de outubro, significará a vitória ainda no primeiro turno do kirchnerismo.

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presidente criticou a votação, que serve como um termômetro do pleito em outubro, afirmando que foi “só uma pesquisa” e que mergulhou o país num clima de incerteza.

"Nós, argentinos, estamos enfrentando um clima de preocupação e angústia. Foi gerada uma incerteza política que teve consequências econômicas, devido a primárias mal projetadas, que foram as pesquisas mais caras de todas e desencadearam uma crise como a que estamos enfrentando", disse Macri.

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