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Auxiliares da ala ideológica defendemsaída do bloco diante da eventual vitória de Fernández e Kirchner, enquanto conservadores pregam cautela

Bolsonaro e Macri arrow-options
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro e Macri se tornaram aliados desde a eleição do brasileiro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) encomendou a seus assessores uma avaliação completa sobre a derrota do presidente Mauricio Macri , seu aliado, nas eleições primárias realizadas
no domingo na Argentina. O tema será debatido na reunião ministerial desta terça-feira (13) e deve ajudar a definir o posicionamento do governo brasileiro.

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Auxiliares de Bolsonaro ligados ao grupo ideológico já defendem, inclusive, rever a participação do Brasil no Mercosul diante de uma eventual vitória de Alberto Fernández , que
tem a ex-presidente e senadora Cristina Kirchner como vice. Por sua vez, a ala mais conservadora do Planalto entende que é preciso aguardar os desdobramentos da eleição no país vizinho e evitar posicionamentos precipitados.

Assessores do Planalto lembram que o presidente brasileiro sempre se posicionou contra o bloco, mas reviu a opinião ao se aproximar de Macri. Em caso de vitória da chapa do
kirchnerismo, eles defendem que o novo presidente demonstre "disponibilidade de fazer concessões" para a permanência do Brasil.

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Um assessor do Planalto relatou que Bolsonaro tem afirmado que o Brasil deu "voto de confiança ao Mercosul devido à boa-vontade demonstrada por Macri e outros presidentes", mas pode voltar atrás e se afastar do bloco.

Isso, no entanto, segundo mesmo auxiliar, não significaria romper relações comerciais com a Argentina, mas optar apenas por negociações bilaterais, incluindo o acordo com a
União Europeia (UE), para avançar na agenda de abertura comercial.

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O Brasil assumiu a presidência pró-tempore do bloco em julho durante a Cúpula do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina, prometendo modernizar regulamentos sobre produção e
comercialização de bens, e buscar relevância no cenário internacional. De crítico do Mercosul durante toda a sua vida parlamentar, Bolsonaro o passou a defensor do bloco, mas
pregando um "Mercosul 2.0".

"(Meu posicionamento) era de completo afastamento pelo viés ideológico. Eu, como parlamentar não sonhava com a presidência e sempre batia no Mercosul por causa desse viés. Eu chegando, a equipe econômica também indicada por mim e com propósito de buscarmos o comércio e não a questão [de] uma grande pátria bolivariana usando o Mercosul para tal. Não é que nós mudamos, nós redirecionamos o Mercosul, estamos no Mercosul 2.0", disse Bolsonaro na ocasião.

Nesta segunda-feira (12), Bolsonaro , em evento em Pelotas, Rio Grande do Sul, comentou a derrota do aliado e disse que não quer "irmãos argentinos fugindo para cá" caso o que
ele chama de "esquerdalha" vença no pleito de outubro.