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Iván Duque comentou frase do presidente venezuelano que afirmou que ex-líderes das Farc são 'bem-vindos na Venezuela'

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Reprodução/ Facebook
Iván Duque voltou a criticar Nicolás Maduro


O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, recebeu duras críticas por ter afirmado, no último domingo, que dois ex-líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), cujo paradeiro é desconhecido, são “bem-vindos na Venezuela”. O presidente colombiano, Iván Duque afirmou que Maduro cometeu “um ato de estupidez ao continuar a proteger terroristas”.

 "Acho que Nicolás Maduro está com orelhas de burro cada vez maiores, e aqui o que vemos é que ele não apenas vem protegendo terroristas colombianos há muitos anos, mas também ratifica que a Venezuela é um snatuário de terroristas e traficantes", afirmou Duque, que está em viagem à China.

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Falando ao lado do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, na cerimônia de encerramento da cúpula do Foro de São Paulo, em Caracas, Maduro se referiu aos ex-guerrilheiros Iván Márquez e Jesús Santrich como “líderes da paz”. Ambos se juntaram à Força Alternativa Revolucionária do Comum, partido criado pelas Farc após o acordo de paz assinado entre a antiga guerrilha e o governo colombiano em 2016, que deu fim a décadas de confrontos no país.

Márquez desapareceu no ano passado, depois que seu sobrinho foi preso e levado aos Estados Unidos para cooperar com investigações de combate ao narcotráfico. No início do mês, a Suprema Corte colombiana ordenou a prisão de Santrich depois que ele não compareceu a uma audiência para responder a perguntas sobre acusações de tráfico de drogas. Duque sugeriu que o ex-guerrilheiro possa ter fugido para a Venezuela.

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— Anunciaram que Iván Márquez e Jesús Santrich estavam vindo e eu fiquei esperando — afirmou Maduro. — Os dois são bem-vindos na Venezuela e no Foro de São Paulo.

Duque , que assumiu a Presidência em agosto, foi eleito após uma campanha baseada na promessa de modificar os acordos de paz que considera excessivamente lenientes com ex-guerrilheiros acusados de diversos crimes. Autoridades colombianas acreditam que dissidentes das Farc e combatentes do Exército de Libertação Nacional (ELN) se escondem na Venezuela, recebendo proteção de Maduro. O governo venezuelano nega que tenha protegido rebeldes colombianos.

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As tensões entre Colômbia e Venezuela pioraram desde que o governo de Duque se juntou aos Estados Unidos e à maioria dos países latino-americanos no reconhecimento de Juan Guaidó — presidente da Assembleia Nacional, controlada pela oposição — como presidente interino da Venezuela, afirmando que a reeleição de Maduro em 2018 não foi legítima.