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Presidente criticou Elijah Cummings e chamou cidade Baltimore, onde 53% da população é afro-americana, de 'desastre repugnante'

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Isac Nóbrega/PR
“O Distrito de Cummings é um desastre repugnante, infestado de ratazanas e roedores”, escreveu Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ser acusado de racismodepois de atacar um proeminente legislador negro e chamar a cidade de Baltimore, onde 53% da população é afro-americana, de acordo com o censo, de um “desastre repugnante”. Trump fez as declarações no sábado, em uma série de tuítes dirigidos ao representante democrata Elijah Cummings, forte crítico do governo, cujo distrito cobre grande parte de Baltimore — cidade portuária que tem uma das maiores taxas de homicídio do país.

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As declarações provocaram uma enxurrada de críticas, menos de duas semanas após a Câmara de Representantes condená-lo por declarações  consideradas racistas a quatro congressistas democratas, que, segundo Trump ,  deveriam “voltar” para seus países de origem — três delas nasceram nos Estados Unidos e uma na Somália, mas é cidadã americana há anos. 

“O Distrito de Cummings é um desastre repugnante, infestado de ratazanas e roedores”, escreveu o presidente, chamando-o de “o pior e mais perigoso” do país. “Nenhum ser humano gostaria de viver lá”.

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O ataque foi provocado pelas críticas de Cummings às duras condições enfrentadas por requerentes de asilo na fronteira mexicana. “Cummings tem sido um valentão brutal, gritando com os grandes homens e mulheres da Patrulha da Fronteira sobre as condições na fronteira sul, quando na verdade o distrito de Baltimore é MUITO PIOR e mais perigoso”, acusou Trump.

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Como presidente do Comitê de Supervisão da Câmara de Representantes, Cummings iniciou investigações sobre políticas governamentais, incluindo relatos de maus-tratos em centros de detenção de imigrantes.

O próprio Cummings rebateu horas depois, na mesma rede social: “Senhor presidente, vou ao meu distrito todos os dias. Toda manhã, eu me levanto e luto pelos meus vizinhos. É meu dever constitucional supervisionar o Poder Executivo. Mas é meu dever moral lutar pelos meus eleitores”.