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Protesto foi convocado após autoridades se recusarem a autorizar que membros de oposição e independentes se candidatassem para eleição

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Reprodução/Twitter
Protesto em Moscou terminou com 400 presos. Manifestações foram consideradas ilegais por autoridades

A polícia russa prendeu pelo menos 435 pessoas neste sábado (27) num protesto de oposição ao governo, na região central de Moscou. A manifestação, que pede eleições locais livres e justas para a câmara de vereadores de Moscou, foi declarada ilegal pelas autoridades locais.

O protesto foi convocado após autoridades se recusarem a permitir a candidatura de nomes de oposição e independentes. Embora a eleição, que acontece em setembro, não seja nacional, ativistas da oposição a veem como uma oportunidade para tentar ganhar terreno na capital, onde candidatos apoiados pelo Kremlin se mostraram menos populares no passado do que em outras partes do país.

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Milhares de pessoas foram às ruas da capital, depois que ativistas da oposição da Rússia decidiram fazer a manifestação mesmo depois de a polícia ter feito umas séries de buscas e detenções que culminaram, inclusive, na prisão do líder opositor Alexei Navalny.

Destacado crítico do Kremlin, ele foi preso na quarta-feira (24) por pedir às pessoas que protestem na capital neste sábado contra a exclusão de vários candidatos com inclinação opositora de uma eleição local em 8 de setembro.

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Há um histórico de ativistas anti-Kremlin tendo negado o direito a concorrer aos assentos do Parlamento ou ao gabinete presidencial. Alexei Navalny, um proeminente líder da oposição, foi impedido de concorrer às eleições presidenciais de 2018. As autoridades decidiram que ele não poderia participar devido a uma sentença de prisão suspensa.