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Um dia depois de protesto maciço, Justiça confirma requisição de celulares dele e outros 11 participantes de conversa com comentários ofensivos

Protesto em Porto Rico arrow-options
Reprodução/Twitter David Begnaud
Centenas de milhares de manifestantes foram às ruas protestar contra o governador

Um dia depois de centenas de milhares de pessoassaírem às ruas da capital San Juanpedindo a renúncia de Ricardo Rosselló, governador de Porto Rico , a Justiça do estado associado aos Estados Unidos confirmou a emissão um mandado de busca contra ele e outros 11 homens que participaram de bate-papo com mensagens ofensivas , num escândalo que ficou conhecido como “chatgate”.

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"Confirmamos que ontem (segunda-feira) foi emitido um mandado de busca para os 12 integrantes do chat", informou à agência de notícias AFP   Kelvin Carrasco, oficial de imprensa do Departamento de Justiça dos EUA.Carrasco não informou mais detalhes sobre o caso porque a investigação ainda está em curso.

O governador enfrenta uma crise política devido ao “ chatgate ”, vazamento de uma conversa na plataforma de mensagens Telegram, há duas semanas, na qual ele e os outros 11 homens compartilharam comentários considerados machistas e homofóbicos por seus críticos, e casos de corrupção nos quais se acusam ex-funcionários de seu governo.

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Segundo relatou o jornal local El Nuevo Día , citando também o Departamento de Justiça, as 12 pessoas que participavam desse chat privado devem entregar seus celulares como parte de uma investigação da promotoria. Destes, o ex-secretário da Fazenda, Raúl Maldonado, já informou que não entregará seu celular à Justiça, segundo o jornal.

Na segunda-feira, centenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação em San Juan exigindo a renúncia de Rosselló em meio a uma greve geral. A décima jornada de protestos, que acabou com embates com a polícia, contou com a participação de músicos porto-riquenhos, como Ricky Martin, René Pérez, Bad Bunny e Daddy Yankee.

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O governador de Porto Rico informou que não vai renunciar, mas anunciou no domingo que não buscará a reeleição em novembro de 2020.