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Muda foi presente do francês, durante sua visita de Estado a Washington; planta reflete tensões entre os líderes, que não passam por bons momentos

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Reprodução/The White House
Durante visita aos EUA, Trump e Macron plantaram uma árvore na Casa Branca

Em abril do ano passado, os presidentes dos Estados Unidos e da França, Donald Trump e Emmanuel Macron, plantaram uma árvore nos jardins da Casa Branca — gesto simbólico para celebrar a amizade entre os dois líderes. Trump e Macron foram, inclusive, fotografados enterrando a muda no quintal da sede do governo norte-americano.

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Macron ofereceu a muda de carvalho ao colega americano durante sua visita de Estado a Washington. A árvore plantada por Trump e Macron , segundo os franceses, vinha de uma floresta no norte do país, onde cerca de 2 mil soldados americanos morreram durante a Primeira Guerra Mundial.

Na ocasião, o europeu tuitou que a muda serviria como "lembrança dos elos que nos unem" e da "tenacidade da amizade" entre os dois países. Poucos dias após a visita de Macron, entretanto, já não havia sinais do carvalho na Casa Branca.

"É uma quarentena obrigatória para qualquer organismo vivo importado pelos Estados Unidos ", anunciou, na ocasião, o embaixador francês nos Estados Unidos, Gerard Araud. A planta, fontes diplomáticas confirmaram, não resistiu ao período de quarentena.

Idas e vindas

Assim como o carvalho, a relação entre Trump e Macron não passa por bons momentos. Apesar dos afagos na cerimônia de comemoração dos 75 anos do Dia D, na semana passada, os dois líderes discordam em uma série de assuntos políticos e comerciais.

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No ano passado, Trump ironizou Macron e disse, entre outras alfinetadas, que ele precisava “tornar a França grande outra vez”. Neste ano, nas comemorações do Dia D, ele se limitou a elogios:

"As relações entre você e eu, e entre a França e os EUA, são excepcionais". O presidente francês, por sua vez, já criticou Trump por retirar-se unilateralmente do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas e do acordo nuclear com o Irã.

Em novembro do ano passado, por exemplo, Trump tuitou sua discordância com comentários que Macron havia feito sobre a necessidade da Europa desenvolver suas próprias forças de defesa, independente dos Estados Unidos.

Na semana passada, contudo, o francês limitou-se a dizer que “os EUA nunca são tão grandes como quando são fiéis aos valores universais defendidos pelos seus pais fundadores” e também“quando lutam pela liberdade dos outros”.

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O Irã foi um dos poucos pontos políticos abordados durante a entrevista coletiva conjunta entre Trump e Macron nas comemorações do Dia D. O presidente americano rompeu unilateralmente o pacto nuclear assinado por seu antecessor, Barack Obama. A França é um dos signatários do acordo e tentou preservá-lo. 

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