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Governo também quer que país vizinho compre avião militar de transporte de carga da Embraer; acordo ainda não foi fechado

Submarino do Brasil
Marinha do Brasil/Divulgação
Brasil planeja transferir submarinos para a Argentina


No âmbito da primeira visita de Estado do presidente Jair Bolsonaro à Argentina, os governos dos dois países assinaram um memorando de entendimento em matéria de Defesa que prevê, entre outras iniciativas, possibilidades de transferência de submarinos IKL da Marinha do Brasil à Armada argentina.

 No final de 2017, a Argentina viveu uma tragédia com o submarino Ara San Juan , que explodiu no Atlântico e matou 44 tripulantes. O acidente provocou uma enxurrada de críticas ao governo de Mauricio Macri pela falta de manutenção dos submarinos locais e, em geral, de todo o equipamento militar argentino.

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Segundo o ministro da Defesa brasileiro, general Fernando Azevedo e Silva, “o memorando foi um primeiro passo, muito importante, para aprofundar a cooperação em matéria de Defesa”.

 O ministro comentou que também abriu-se a porta para que a Argentina compre aviões militares fabricadas no Brasil, entre eles o KC 390, modelo de transporte de carga da Embraer.

"O KC 390 tem vários componentes fabricados na Argentina, quem sabe a Argentina pode comprar aeronaves nossas", declarou o ministro, após participar de um seminário com empresas dos dois países, que terminou com a assinatura do acordo.

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Os dois governos se comprometeram a “aprofundar as iniciativas de pesquisa e estudos para desenvolvimento e intercâmbio de tecnologias aplicadas à área de defesa em sistemas de armas para a marinha , o exército e a força aérea de cada país”, “estudar oportunidades de cooperação combinadas para a vigilância e controle do Atlântico Sul e aprofundar a cooperação binacional na área de submarinos convencionais”.

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O memorando prevê, ainda, “trabalhar em uma abordagem combinada sobre as fronteiras comuns de Brasil e Argentina , mediante o uso compartilhado de informação, e fomentar intercâmbios entre Instituições Acadêmicas e Centros de Formação Militar em matéria de investigação estratégica complementar para desenvolver uma postura binacional em ciberdefesa, espaços comuns globais e missões de paz”.