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Cerca de 900 milhões de pessoas votam nas eleições indianas, as maiores do mundo; devido ao grande número de pessoas, a votação é dividida em fases

Eleitores entram e saem de colégio eleitoral na Índia
Mariana Tokarnia/Agência Brasil
As eleições na Índia levam cerca de 900 milhões de pessoas às urnas

Neste domingo, (12), os indianos foram às urnas na sexta de um total de sete fases das eleições gerais no país. As eleições na Índia são as maiores do mundo, com um total de  900 milhões de eleitores e, por isso, exigem uma grande logística para garantir a segurança do pleito.

Os indianos irão decidir quais serão os membros do Parlamento que, por sua vez, escolherão o novo primeiro-ministro. A votação é dividida em fases de acordo com as regiões da Índia . Votaram no domingo Bihar, Haryana, Jharkhand, Madhya Pradesh, Uttar Pradesh, West Bengal e Deli.

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Os estados que votaram no domingo elegerão 59 dos 543 parlamentares. A contagem final de votos será feita no dia 23 de maio. Dois nomes estão entre os mais cotados para essa posição, o primeiro-ministro Narendra Modi, que concorre à reeleição, e o presidente do partido do Congresso Nacional indiano, Rahul Gandhi.

A votação é eletrônica e, ao participar do pleito, os indianos saem com uma marca de tinta no dedo indicador, o que tornou-se o símbolo das eleições . Após votarem, personalidades posam para a mídia com o dedo levantado. Uma ilustração com a marca virou até doodle do Google neste domingo.

Durante o processo eleitoral e antes do pleito, é proibido vender e consumir bebidas alcoólicas. O chamado Dry Day, Dia Seco, em tradução livre, começou às 18h de sexta-feira (10). Este domingo foi também feriado e a maior parte do comércio fechou.

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De acordo com a Comissão Eleitoral, 65 delegados de 20 órgãos de Gestão Eleitoral (EMB) foram convidados para participar do programa de visitantes e testemunhar as eleições na Índia . Os delegados são representantes do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea) e dos seguintes países: Austrália, Bangladesh, Butão, Bósnia e Herzegovina, Fiji, Geórgia, Quênia, República da Coreia, Quirguistão, Malásia, México, Myanmar, Romênia, Rússia, Sri Lanka, Suriname, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Zimbábue. Além de testemunhar o pleito, eles acompanham o fechamento e vedação das urnas.