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Autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó convocou novamente a população a ir às ruas pela Assembléia Nacional; confira mais

juan guaidó na venezuela
Reprodução/Twitter Juan Guaidó
Juan Guaidó convocou novamente manifestações contra Maduro

O líder parlamentar Juan Guaidó convocou neste sábado (11) protestos em toda a Venezuela frente à investida do governo contra o Parlamento opositor após o fracasso de um levante militar para tirar Nicolás Maduro do poder.

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As manifestações, convocadas nesta manhã na Venezuela , vão medir o nível de mobilização dos opositores depois do levante fracassado, que iniciou uma ofensiva oficialista: um deputado foi preso, três se refugiaram em sedes diplomáticas e outro fugiu para a Colômbia.

"Neste sábado, vamos às ruas por nossa Assembleia Nacional", a única instituição nas mãos dos opositores, tuitou Guaidó na noite de sexta-feira. "Por nossos deputados valentes que estão dando tudo e por todo um país que continua mobilizado até conquistar a liberdade", escreveu.

O líder parlamentar, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, se mantém na disputa pelo poder com Maduro há três meses e meio, no contexto da mais grave crise econômica e social da potência petroleira em sua história recente.

Desde que se autoproclamou presidente interino , em 23 de janeiro, após o Parlamento ter declarado a reeleição do líder socialista ilegítima, o engenheiro industrial de 35 anos liderou manifestação e pediu para os militares abandonarem Maduro em nome da transição de poder e "eleições livres".

O articular do levante

O herdeiro político de Hugo Chávez, que diz enfrentar um "golpe" da oposição sob ordens dos Estados Unidos, sobreviveu ao levante de 30 de Abril, estopim de manifestações que deixaram seis mortos.

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Na sexta-feira, Nicolás Maduro acusou seu ex-chefe de inteligência Cristopher Figuera de ser uma "toupeira" da CIA que coordenou a rebelião, em meio à campanha de represálias contra os envolvidos. Figuera e 55 outros oficiais foram expulsos das Forças Armadas por um decreto presidencial.

A primeira confirmação da participação de Figuera veio de Washington. Na terça-feira, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, anunciou que as sanções contra ele foram canceladas como recompensa por apoiar a rebelião, um passo para inspirar outros líderes oficiais a imitá-lo.

Em Caracas, o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), controlado pelo governo, acusa dez deputados da AN de traição e conspiração. Um deles, o braço-direito de Guaidó, Edgar Zambrano, vice-presidente da Casa, que foi levado a prisão militar nesta sexta-feira.

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A Venezuela reabriu nesta sexta-feira (10) suas fronteiras com o Brasil e Aruba, fechadas desde fevereiro para evitar uma operação de ajuda internacional, liderada por Guaidó, que tentava mobilizar militares contra Maduro. Caracas manteve fechadas as divisas com a Colômbia e as ilhas de Curaçao e Bonaire.