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Pyongyang realizou exercícios militares pela primeira vez desde o fim de 2017, em apelo do ditador por "postura de combate total"

Donald Trump
Divulgação
Em entrevista, presidente norte-americano disse que pode perder esperança em Kim, mas que isso ainda não aconteceu

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os recentes testes de armas da Coreia do Norte não constituem uma ruptura na relação de "confiança" com Pyongyang. Nesta sexta-feira, a agência de notícias estatal em Pyongyang reportou que o ditador Kim Jong-un ordenou um exercício de "ataque de longo alcance" e exigiu que suas Forças Armadas aumentassem sua capacidade ofensiva, em apelo a uma "postura de combate total".

"Não considero que foi uma ruptura da confiança. Em algum ponto poderá ser, mas neste momento, não. Foram mísseis de curto alcance, algo muito comum", disse Trump , em entrevista ao site especializado Politico.

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O teste de dois mísseis de curto alcance, nesta quinta-feira, e o disparo de uma série de projéteis no sábado foram os primeiros lançamentos de mísseis do Norte desde o teste de um projétil balístico intercontinental (ICBM), em novembro de 2017.

Pouco depois disso, Kim anunciou que a construção de sua força nuclear estava completa e então deixou a retórica ofensiva de lado para se engajar em conversas de paz com líderes internacionais. O comunicado chega pouco depois de os Estados Unidos  anunciarem a captura de um navio cargueiro  norte-coreano. Trump reconheceu que "ninguém está contente" com os testes.

'Ameaça eminente'

Na ONU, 70 países, incluindo Estados Unidos e Coreia do Sul , apoiaram nesta sexta-feira uma declaração que pede à Coreia do Norte a acabar com suas armas nucleares, mísseis balísticos e iniciativas similares, ao denunciarem a "ameaça eminente" que representam para a paz mundial.

Rússia e China, aliados de Pyongyang não assinaram o documento, redigido pela França.

Trump , que reforçou ter boa relação com Kim, admitiu que eventualmente poderia perder a fé no líder norte-coreano: "É possível que isso me aconteça em algum ponto, mas agora mesmo sigo confiante".

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No encontro histórico com Donald Trump, em junho de 2018, em Cingapura, Kim se comprometeu a "trabalhar pela completa desnuclearização da Península Coreana". Mas os dois países não chegaram a um acordo para equilibrar suas demandas. Washington pressiona pelo abandono efetivo do programa nuclear da Coreia do Norte, que pede alívio nas sanções internacionais que pressionam sua economia.

Na semana passada, Pyongyang alertou os Estados Unidos para o risco de um "resultado indesejável" se o país não ajustar sua posição até o final do ano.

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