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Já chega a quatro o número de políticos opositores de Maduro que buscaram ajuda externa; o primeiro deles foi Leopoldo López, mentor de Juan Guaidó

Americo De Grazia
Reprodução/Facebook
Americo De Grazia é apoiador do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó

Um deputado opositor venezuelano, Americo de Grazia, pediu ajuda nesta quinta-feira (9) para a embaixada da Itália em Caracas, capital da Venezuela. O político solicitou "hospitalidade" para ficar na sede diplomática, após perder sua imunidade parlamentar.

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"Não daria a satisfação à 'narcoditadura' de me exibir como troféu e me utilizar como refém, fazendo-me renunciar a condenar seus crimes de lesa-humanidade, violações de direitos humanos, corrupção, narcotráfico e terrorismo", disse De Grazia, que é aliado do autoproclamado presidente da Venezuela Juan Guaidó.

Ele é o segundo membro da Assembleia Nacional (o Parlamento venezuelano) a procurar as autoridades italianas para pedir proteção, após a deputada Mariela Magallanes, casada com um cidadão italiano.

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Porém, já chega a quatro o número de opositores que pediram hospitalidade em embaixadas estrangeiras em Caracas. O primeiro foi Leopoldo López, em 30 de abril, que procurou a sede diplomática da Espanha, com toda sua família, logo após sair de uma prisão domiciliar.

Em seguida, o deputado Richard Blanco procurou a embaixada da Argentina em busca de proteção. De Grazia, Magallanes e Blanco são três dos dez deputados da Assembleia Nacional que tiveram a imunidade revogada nesta semana pelo regime de Maduro , que os acusa de "traição à pátria".

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Na quinta-feira (9), o vice-presidente da Assembleia, Edgar Zambrano, foi detido pelo governo chavista da Venezuela , elevando a tensão no país. Os outros seis deputados que estão na mira da Justiça venezuelana por terem apoiado o movimento de Guaidó são: Luis Florido, Henry Ramos Allup, Simón Calzadilla, Freddy Superlano, Sergio Vergara e Juan Andrés Mejía.