Secretário da Defesa Sri Lanka
Reprodução/Twitter
Anúncio acontece após presidente do Sri Lanka afirmar que faria mudanças na equipe de segurança do país

O secretário da Defesa do Sri Lanka, Hemasiri Fernando, anunciou nesta quinta-feira (25) sua renúncia ao cargo, após assumir a responsabilidade pela série de ataques que deixou 359 mortos e centenas de feridos no último domingo de Páscoa.

A informação foi revelada pela imprensa local, citando fontes oficiais, um dia depois que o presidente do Sri Lanka , Maithripala Sirisena, teria pedido para ele renunciar ao posto depois de não conseguir impedir os atentados.

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Na última quarta-feira (24), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo , declarou que as explosões nas igrejas e hotéis de luxo foram feitas provavelmente por inspiração de militantes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Até o momento, pelo menos  359 pessoas morreram nos ataques suicidas. Ao todo, cerca de 60 suspeitos de terem ligação com a ofensiva, entre eles integrantes do grupo muçulmano local National Towheeth Jamaath , foram detidos pelas autoridades do país.

Segundo o jornal "The New York Times", um dos comerciantes de especiarias mais ricos do Sri Lanka, Mohammad Yusuf Ibrahim, está entre os presos. Acredita-se que dois de seus filhos estavam entre os oito homens-bomba.

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Relatos de um funcionário indiano afirma que os rapazes, identificados pela imprensa como Inshaf e Ilham, também contaram com a ajuda de uma das noras de Ibrahim. Ela teria se explodido na frente de seus dois filhos.

De acordo com o ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene, a maioria dos terroristas eram originários de famílias de classe média ou alta. A autoria dos atentados foi reivindicada pelo grupo jihadista Estado Islâmico(EI).

Ameaça de Bomba

Na manhã desta quinta, as autoridades precisaram isolar o banco central do país e fechar a principal via de acesso ao aeroporto da capital devido a um alerta de segurança.

Além disso, uma explosão foi registrada em um terreno de Pugoda, cerca de 35km de Colombo. A polícia informou que o artefato não foi detonado de maneira controlada. Não há relatos de vítimas. O caso está sendo investigado e, enquanto isso, a aviação civil do Sri Lanka proibiu o uso de drones e aeronaves não tripuladas.

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