Igreja Sri Lanka
Reprodução/EuroNews
Após a morte de algumas das vítimas que estavam hospitalizadas, baixas já são de 359 após ataques no Sri Lanka

Na madrugada desta quarta-feira (24), o número de vítimas dos atentados em igrejas do Sri Lanka, realizados no domingo de Páscoa, subiu para 359. Segundo informações do vice-ministro da defesa, Ruwan Wijewardene, isto ocorreu porque algumas das pessoas que estavam hospitalizadas não resistiram aos ferimentos e acabaram falecendo.

Em entrevista, Wijewardene confirmou que as primeiras informações sobre as investigações apontam para represálias pelo massacre realizado no último mês de março em Christchurch e que as autoridades temem pela possibilidade de novos ataques serem realizados no Sri Lanka nos próximos dias: "temos que estar vigilantes para ter tudo sob controle".

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Premier nega elo com Christchurch

Apesar do posicionamento do vice-ministro da defesa do Sri Lanka, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse que seu governo não recebeu nenhum alerta ou qualquer relatório de inteligência que comprove que os atentados do último domingo (21) foram uma represália por Christchurch .

Ardern disse que o Sri Lanka ainda está no começo das investigações e que a Nova Zelândia está disposta a auxiliar no inquérito. Até o momento, 58 pessoas foram presas por suspeita de envolvimento nos atentados de 21 de abril, mas a polícia não deu detalhes sobre os detidos.

Presidente pede demissão de ministro da Defesa

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena , pediu nesta quarta-feira (24) a demissão do ministro da Defesa e do chefe da polícia do país por conta dos atentados que mataram mais de 350 pessoas no domingo de Páscoa.

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Há suspeitas de que alertas de inteligência da Índia sobre uma possível ameaça terrorista dias antes dos ataques foram ignorados pelas autoridades cingalesas. Na última terça (23), Sirisena já havia anunciado que pretendia substituir os responsáveis pela segurança no Sri Lanka "dentro de 24 horas".

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