Tamanho do texto

Oito explosões no país deixaram pelo menos 215 mortos e mais de 400 feridos; todos os suspeitos que foram detidos são moradores do Sri Lanka

Pessoas em meio a escombros de igreja onde ocorreu uma das explosões
St. Sebastian's Church
Onda de atentados no Sri Lanka deixou mais de 200 mortos

Após a série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka, que provocou a morte de mais de 200 pessoas neste domingo (21), a polícia prendeu treze suspeitos. Todos são moradores do país, porém as autoridades supõem que também haja conexões com o estrangeiro, informou o chefe de governo Ranil Wickremesinghe.

Leia também: Líderes mundiais falam sobre atentado que deixou mais de 100 mortos no Sri Lanka

Segundo balanços iniciais, entre os mortos no total de oito atentados no Sri Lanka há pelo menos 32 estrangeiros de oito países – Bélgica, China, Estados Unidos, Índia, Holanda, Portugal, Reino Unido e Turquia. No mínimo, 470 pessoas ficaram feridas. Segundo a rede BBC , o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.  

De acordo com as autoridades cingalesas, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões , os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

Leia também: Bolsonaro comenta terror no Sri Lanka: "Extremismo deixa rastros de morte e dor"

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e numa igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Mais uma explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.  

O governo informou que as escolas do país não devem funcionar até a próxima quarta-feira (24). Todos os policiais que estavam de folga foram convocados.

Leia também: Casos de extremismo budista no Sri Lanka cresceram nos últimos meses

O ministro das Finanças do país, Mangala Samaraweera, disse que os ataques são uma tentativa de empurrar o Sri Lanka , mais uma vez, para uma situação de violência, tal como ocorreu na longa guerra civil que castigou o país entre os anos 1980 e 2000. Segundo ele, as explosões foram “uma tentativa diabólica de criar tensões religiosas e raciais no país novamente, justo quando estamos nos recuperando de uma longa guerra que destruiu o tecido da nossa nação por quase 30 anos”.