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ONG aponta que 15 doentes renais morreram por falta de diálise; ontem, médico denunciou a morte de outras 17 pessoas no estado de Monagas

Pelo menos 15 pessoas com doença renal morreram devido ao apagão na Venezuela
Reprodução/Twitter
Pelo menos 15 pessoas com doença renal morreram devido ao apagão na Venezuela



 Pelo menos 15 pessoas morreram na Venezuela em decorrência do apagão que atinge 22 dos 23 estados do país desde a última quinta-feira (7). A informação , divulgada neste domingo (10), é da organização não-governamental (ONG) Codevia, que fiscaliza o "direito à saúde e à vida", de acordo com seu site oficial.

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Segundo a ONG, esse é número de mortos se refere à pessoas com doenças renais, que ficaram ou totalmente sem o tratamento necessário (diálise) ou recebendo-o apenas em partes durante o apagão .

A pane na rede de energia elétrica da Venezuela afetou o funcionamento dos aparelhos, que continua prejudicado, com quase todas as unidades de diálise paralisadas. Por isso, a entidade afirma que o número de vítimas ainda pode se tornar maior.

No Twitter, o diretor da Codevida, Francisco Valencia, afirmou que há 129 unidades de diálises para atender a 10,2 mil pessoas no país. Ele disse também disse que "a falta dos serviços de água, luz e tratamento" estão condenando essas pessoas a morte.





A entidade  também afirmou que, entre 2017 e 2018, 2.500 pessoas com problemas renais morreram por "falhas, contaminação, defict ou fechamento de unidades de diálise."

No såbado (9), o médico Julio Castro denunciou, também via Twitter, a morte de outras 13 pessoas no estado de Monagas , no nordeste da Venezuela. De acordo com Castro, até o momento, o Hospital Manuel Núñez Tovar contabilizou nove mortes no setor de emergência, duas no departamento de obstetrícia, uma na ala de traumatismos e outra na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.

Mais tarde, no mesmo dia, ele confirmou mais quatro falecimentos, totalizando 17.





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O doutor também informou que, desde o apagão , as unidades médicas continuam  " sem luz  e sem gerador elétrico", que os ambulatórios funcionam com "operações reduzidas" e que aparelhos funcionam apenas em alguns locais.


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