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Mortes aconteceram em um hospital estadual em Monagas, estado do nordeste do país; denúncia foi feita, via Twitter, por um médico da unidade

Apagão na Venezuela teve início na última quinta-feira (7) e  já dura quase 48h
Reprodução/Twitter
Apagão na Venezuela teve início na última quinta-feira (7) e já dura quase 48h


Pelo menos 13 pessoas morreram em um hospital estadual em Monagas, no nordeste da Venezuela, devido ao apagão de energia elétrica que atinge o país desde a última quinta-feira (7). A notícia dos falecimentos foi dada pelo médico local Julio Castro, via Twitter, neste sábado (9).

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De acordo com Castro, até o momento, o Hospital Manuel Núñez Tovar contabilizou nove mortes no setor de emergência, duas no departamento de obstetrícia, uma na ala de traumatismos e outra na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.  O boletim foi escrito pelo médico às 11h30 deste sábado (12h30 no horário de Brasília) na rede social, cerca de 36 horas depois do início do apagão .

O médico também informou que o hospital continua  " sem luz e sem gerador elétrico" , que os ambulatórios funcionam com "operações reduzidas" e que aparelhos funcionam apenas em alguns locais. Confira:









Apagão já dura quase dois dias e Maduro fala em "guerra elétrica"

Com falta de transportes, apagão levou venezuelanos a atravessarem cidade a pé
Reprodução/Twitter
Com falta de transportes, apagão levou venezuelanos a atravessarem cidade a pé


A Venezuela está sem energia elétrica  desde às 16h50 (17h50 no horário de Brasília) da última quinta-feira (7). O problema foi causado por falhas na hidrelétrica de Guri, principal represa do país. Segundo a imprensa local, 23 dentre os 24 estados foram atingidos.

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A fim de suprir a falta de energia , as cinco termoelétricas do país estão ativadas desde esta sexta-feira (8). No mesmo dia, escolas foram fechadas e as jornadas de trabalho, suspensaspara “facilitar os esforços de recuperar o fornecimento de energia elétrica no país”, como declarou o vice-presidente Delcy Rodrigues em suas redes sociais.

Enquanto isso, o presidente Nicolás Maduro usou sua conta no Twitter para apontar os Estados Unidos como responsáveis pelo apagão. “A guerra elétrica anunciada e dirigida pelo imperialismo americano contra nosso povo será derrotada. Nada nem ninguém poderá vencer o povo de Bolívar e Chávez. Máxima união dos patriotas”, escreveu.

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Ele ainda usou as redes sociais para agradecer ao trabalho da equipe do Sistema Elétrico Nacional pelo trabalho de recuperação do apagão e agradeceu ao povo venezuelano por resistir com “bravura ao novo ataque dos inimigos da Pátria”.






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