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Manifestações contra e a favor do regime do presidente aconteceram durante apagão que o país enfrenta desde a última quinta-feira (7). Veja

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou luta às
Reprodução/Twitter
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou luta às "agressões imperiais"; ele acusa os EUA de ser responsável pelo apagão no país


O presidente da Venezuela, Nicolàs Maduro, se manifestou, neste domingo (10), sobre as manifestações a favor e contra seu governo que aconteceram no sábado (9).

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Em uma publicação em uma rede social, Nicolás Maduro citou que ele e seus apoiadores vão lutar contra as “agressões imperiais”, em referência à sua acusação de que os Estados Unidos é o responsável pelo apagão que atinge 22 dos 23 estados do país desde a última quinta-feira (7), e disse que ninguém “se renderia.”

"O povo revolucionário cheio de dignidade, nobreza e coragem encheu as ruas de Caracas para ratificar seu firme compromisso de lutar contra as agressões imperiais. Com amor e resistência, superaremos a interferência; Nosso único destino é a vitória. Aqui ninguém se rende",  escreveu.





Ele ainda disse que  ordenou "o início das ações necessárias para garantir a distribuição de produtos básicos através do #CLAP (Comitês Locais de Abastecimento e Produção), o fornecimento de água potável e os suprimentos necessários para a cidade e hospitais do país". Desde o apagão , pelo menos 32 pessoas já morreram , vítimas de doenças em que os tratamentos foram impossibilitados pela falta de energia elétrica .

No sábado (9), Maduro voltou a associar a falta de luz a um ataque hacker do país norte-americano. "Foi utilizada uma tecnologia de alto nível que só os Estados Unidos possuem", declarou. Segundo ele, o objetivo é desestabilizar seu governo por meio de sabotagem cibernética.

Ele disse que os “ataques cibernéticos” ocorreram por intermédio de pessoas infiltradas na empresa estatal de energia Corpoelec. Para ele, as ações se assemelham a atos de guerra.

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Nicolás Maduro ressaltou, ainda, que os Estados Unidos subestimam o povo venezuelano, que vai reagir. "[Haverá] uma resposta esmagadora e patriotas que amam e defender com coragem, o nosso país", afirmou.


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