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Juan Guaidó fez apelo após expulsão de embaixador alemão do país; para o autodeclarado presidente interino, "comunidade internacional deve evitar que o dinheiro venezuelano seja utilizado para matar opositores do regime"

Juan Guaidó tem pedido ajuda internacional para derrubar o regime de Nicolás Maduro
Antonio Cruz/Agência Brasil
Juan Guaidó tem pedido ajuda internacional para derrubar o regime de Nicolás Maduro

Nesta quinta-feira (7), o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, pediu à Europa que intensifique as sanções econômicas contra o regime de Nicolás Maduro. O pedido se deu após a expulsão do embaixador da Alemanha no país

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"Os países europeus devem reforçar as sanções econômicas contra o regime. A comunidade internacional deve evitar que o dinheiro venezuelano seja utilizado para matar opositores do regime e povos indígenas", defendeu Juan Guaidó em entrevista à revista alemã Der Spiegel .

Na quarta-feira (6), a Venezuela declarou "persona non grata" o embaixador da Alemanha em Caracas, Daniel Kriener, que foi acusado de praticar "recorrentes atos de ingerência" em assuntos internos. O diplomata tem 48 horas para sair do país.

À revista alemã, Guaidó reiterou que "condena veementemente" a decisão e pediu ao embaixador para ficar na Venezuela. "O regime não está apenas ameaçando verbalmente o embaixador, a sua integridade física também está ameaçada", disse o opositor de Nicolás Maduro .

Guaidó também considerou que "a Venezuela vive sob uma ditadura e esta abordagem é uma ameaça para a Alemanha. Não é legítimo declarar um embaixador como indesejável". Ele agradeceu à Alemanha a ajuda humanitária que prestou.

Daniel Kriener foi um dos embaixadores europeus que receberam no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía o autoproclamado presidente interino da Venezuela, na última segunda-feira (4).

O presidente interino, encerrou nesta segunda-feira uma turnê pela América Latina que incluiu uma visita ao Brasil, onde se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro. Ele queria articular a pressão internacional contra o governo Maduro. Guaidó também manifestou disposição para manter "uma relação de respeito e cooperação com todos os governos da Europa", que considera indispensáveis para facilitar uma "solução pacífica e dialogada" entre os atores políticos venezuelanos.

No mesmo sentido do pedido de Juan Guaidó , o embaixador John Bolton, assessor especial da Casa Branca, escreveu, nesta quarta-feira (6), em comunicado à imprensa e nas redes sociais que os  Estados Unidos podem endurecer as sanções econômicas adotadas contra o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O objetivo é pressionar economicamente para que Maduro deixe o poder.