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O diplomata foi considerado persona non grata e tem 48 horas para deixar o país; Daniel Kriener foi ao aeroporto receber o opositor Juan Guaidó

Embaixador alemão foi declarado persona non grata após ter manifestado apoio a Juan Guaidó
Reprodução/Youtube
Embaixador alemão foi declarado persona non grata após ter manifestado apoio a Juan Guaidó

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expulsou nesta quarta-feira (6) o embaixador da Alemanha do país. Daniel Kriener foi declarado persona non grata e deve sair da Venezuela em até 48 horas. A expulsão se deve ao apoio do diplomata ao autodeclarado presidente interino Juan Guaidó.

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O Ministério do Exterior da Venezuela afirmou que a decisão foi tomada em função de “recorrentes atos de ingerência em assuntos internos do país” por parte do representante da Alemanha, apesar de não mencionar o apoio a Juan Guaidó . A informação foi confirmada pelo Ministério do Exterior alemão, que disse também estar definindo os próximos passos.

"A Venezuela considera inaceitável que um diplomata estrangeiro exerça em seu território um papel público mais próprio de um dirigente político, em claro alinhamento com a agenda de conspiração de setores extremistas da oposição", diz o texto.

Kriener foi mandado de volta poucos dias após participar da recepção de Guaidó no aeroporto, junto a outros diplomatas. Quando estava no aeroporto, o embaixador declarou à imprensa que os representantes diplomáticos se mobilizaram para buscar uma saída pacífica para a crise na Venezuela e apoiar Guaidó caso houvesse alguma tentativa de detê-lo. "Viemos ajudar para que o regresso [de Guaidó] seja seguro", disse.

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O Ministério do Exterior venezuelano não menciona especificamente a recepção ao opositor de Maduro, mas afirma que as ações de Kriener violam as regras básicas das relações diplomáticas. O governo Maduro disse que não permitirá ações de representantes diplomáticos que impliquem uma intromissão em assuntos internos do país, que é "irrevogavelmente livre e independente".

A Alemanha , assim como outros cerca de 50 países, anunciou reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela no início de fevereiro. A França, a Espanha, o Reino Unido e o Brasil também reconheceram o governo do presidente interino. Os governos europeus esperam que o líder da oposição convoque novas eleições presidenciais.

Juan Guaidóencerrou nesta segunda-feira uma turnê pela América Latina que incluiu uma visita ao Brasil, onde se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro. Ele queria articular a pressão internacional contra o governo Maduro. Guaidó também manifestou disposição para manter "uma relação de respeito e cooperação com todos os governos da Europa", que considera indispensáveis para facilitar uma "solução pacífica e dialogada" entre os atores políticos venezuelanos.

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