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Presidente interino retorna ao país mesmo sendo ameaçado; Ele convocou protestos em Caracas e no interior para esta segunda-feira e para amanhã

Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarou-se presidente da Venezuela
Twitter/@jguaido - Twitter/@NicolasMaduro
Presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, declarou-se presidente da Venezuela

O autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, avisou em suas redes sociais, nesta segunda-feira (4), que retornou ao país. Sob ameaças de prisão, Guaidó afirmou que entrou como "um cidadão livre" no país e ninguém dirá o contrário.

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“Já em nossa terra amada. Venezuela, acabamos de passar pela imigração e vamos nos mobilizar para onde está o povo”, escreveu Juan Guaidó . "Entramos na Venezuela como cidadãos livres, ninguém nos diz o contrário. Já sentindo o meu sol de La Guaira, o brilho das pessoas que esperavam por nós aqui", completou em seguida

Guaidó foi recebido por uma multidão no Aeroporto de Maiquetía, que atende Caracas, e depois foi até uma praça onde era esperado por seus apoiadores. Lá, fez um breve discurso para apoiadores.

Em outro tweet, o líder informou que estava indo para a cidade de Catia la Mar e em seguida seguiria direto para Caracas, local em que convocou uma mobilização nacional, assim como em várias cidades do interior. As manifestações também estão organizadas para amanhã (5) e para o próximo sábado (9). 

"Esperando o abraço daquele mar de pessoas que nos inspira e nos compromete: o povo da minha costa! Estamos indo para Catia la Mar. E então, direto para Caracas", escreveu. 

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Guaidó retorna à Venezuela no momento em que convocou uma mobilização nacional tanto em Caracas como em várias cidades do interior. As manifestações também estão organizadas para amanhã (5).

Em janeiro, a Suprema Corte da Venezuela , sob controle de Maduro, proibiu Guaidó de deixar o país e congelou seus bens. Porém, a Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, aprovou uma licença para o interino deixar a região.

Ameaçado de prisão pelo governo Nicolás Maduro, o interino disse não temer os riscos de retornar à Venezuela. De acordo com ele, seu regresso ao país é acompanhado pelo mundo e povo venezuelano.

“Se tentarem me sequestrar, temos todos os passos a seguir”, disse. “Hoje estamos mais mobilizados do que nunca. Se me sequestrarem, será um dos últimos horrores. No passado, sequestraram e mataram nossa gente e estamos mais fortes do que nunca. A força é a união", afirmou em uma transmissão ao vivo. 

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Juan Guaidó ainda disse que o esforço de todos é pela paz. “Nós queremos a paz, mas a paz não existe quando há massacre, como o de indígenas na fronteira. Nós não ficaremos de braços cruzados", afirmou o líder.