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Por meio de publicações em seu perfil no Twitter, o presidente venezuelano se mostrou disposto a dialogar; Maduro não comentou viagens de Guaidó

Nicolás Maduro tomou posse para segundo mandato, questionado por outros países e organizações internacionais
Divulgação/Twitter - @NicolasMaduro
Nicolás Maduro tomou posse para segundo mandato, questionado por outros países e organizações internacionais

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acenou nesta sexta-feira (1), em seu perfil no Twitter, uma disponibilidade para o diálogo pacífico com outros países. Ele não comentou as reuniões do autodeclarado presidente venezuelano, Juan Guaidó, com os presidentes Jair Bolsonaro e Mario Abdo Benítez, do Paraguai, ocorridas em momentos distintos.

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"Nossa diplomacia bolivariana de paz é o caminho certo para atingir a compreensão, cooperação e respeito entre os povos do mundo. A Venezuela continuará superando as dificuldades do bloqueio imperialista e abrirá caminhos de fraternidade com as nações do mundo", publicou Nicolás Maduro nas redes sociais.

Em outra publicação, Maduro cita de forma indireta as sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela . De acordo com o líder venezuelano, as dificuldades se transformarão em avanços. “As agressões imperiais contra a nossa economia, nos motivaram a dar um salto no desenvolvimento de tecnologias online para sermos cada vez mais eficientes e produtivas.”

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Maduro recebeu nesta quinta-feira (28) o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Venezuela, Jan Harfst. Ele foi recebido pelo Chefe de Estado para avaliar o progresso da Venezuela na agenda 2030.

O líder chavista tem entrado em conflitos com líderes de outros países em função da situação do país. No último sábado (23), Maduro criticou o presidente colombiano Iván Duque e rompeu relações com a Colômbia. Atualmente, mais de 50 países, incluindo o Brasil, reconhecem o autodeclarado presidente interino Juan Guaidó como representante do país.

Guaidó está fazendo uma turnê internacional para costurar alianças que o ajudem a derrubar o governo de Maduro. Depois de participar da reunião do Grupo de Lima, com representantes de 15 países, ele veio ao Brasil, onde se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro. Na manhã de hoje (1), o presidente interino voou para o Paraguai, onde se reuniu com o presidente Mario Abdo.

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No Brasil, Guaidó disse que "vamos seguir insistindo porque estamos cada vez mais perto desse triunfo da democracia na Venezuela e na região". Nicolás Maduro chegou a advertir o opositor de que ele poderia ser preso quando voltasse à Venezuela, mas, frente às reações internacionais, adotou no Twitter um discurso mais pacífico.