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Em resposta à ordem dada por Trump para que militares venezuelanos se oponham a Maduro, ministro da Defesa declara que será fiel ao presidente

Ministro da Defesa da Venezuela declarou, no último mês, compromisso de lealdade a Nicolás Maduro
Reprodução/Twitter/Vladimir Padrino L.
Ministro da Defesa da Venezuela declarou, no último mês, compromisso de lealdade a Nicolás Maduro

O ministro da Defesa das Forças Armadas Nacionais (FANB) na Venezuela, Vladimir Padrino López, expressou, nesta terça-feira (19), sua insatisfação com as ordens dadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que militares venezuelanos se voltem contra o líder chavista Nicolás Maduro . Padrino ainda destacou que o país norte-americano terá que “passar por cima de cadáveres" caso tentem derrubar a força o presidente venezuelano.

Segundo o jornal venezuelano El Universal , o ministro destacou a força do “espírito patriótico” dos militares venezuelanos e afirmou que as sanções impostas e as chantagens feitas pelo presidente norte-americano não serão o suficiente para fazer com que a FANB obedeça aos comandos do autodeclarado presidente interino, Juan Guaidó, que, segundo Padrino, pretende usurpar a Presidência de Maduro .

Em discurso na Flórida na segunda-feira (18),  Trump  alertou que, caso os militares venezuelanos continuem a apoiar Maduro, eles não encontrarão um refúgio seguro e, assim, ficarão sem saída e perderão tudo.

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Padrino afirmou que a declaração “é uma irresponsabilidade sem precedentes” e um “desrespeito” o fato de outro presidente, que não seja Maduro, tentar dar ordens às Forças Armadas.

Enquanto isso, Maduro rejeita receber ajuda humanitária doada dos Estados Unidos e por outros países, que tenha sido realizadas a pedido de Guaidó. O chavista ainda qualificou a ação como um “show” e uma “trapaça pega bobos”, para justificar uma intervenção militar no país.

Desde sexta-feira (15), militares venezuelanos bloqueiam a ponte que liga a Venezuela à Colômbia , impedindo a entrada de doações, já que a cidade de Cúcuta foi escolhida para concentrar ajuda humanitária vinda de diversos países. Maduro, por sua vez, nega que tenha incitado o bloqueio da região.

Com isso, na manhã desta terça-feira (19), o presidente chavista aproveitou para anunciar a chegada em breve de 300 toneladas de ajuda humanitária vindas da Rússia e pagas por seu governo, destacando o repúdio em relação a doações oferecidas pelos demais países. "Na quarta-feira chegam 300 toneladas de ajuda e assistência humanitária da Rússia", divulgou Maduro durante transmissão pela TV local, destacando que a ajuda se refere a medicamentos de alto custo.