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De acordo com o autoproclamado presidente interino, há 300 mil venezuelanos em risco de morte; A crise política dificulta a chegada de ajuda

Juan Guaidó se autoproclamou presidente da venezuela no dia 23 de janeiro e foi reconhecido por diversos países, inclusive o Brasil
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Juan Guaidó se autoproclamou presidente da venezuela no dia 23 de janeiro e foi reconhecido por diversos países, inclusive o Brasil

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, convocou para hoje (12) uma manifestação em defesa da ajuda humanitária, que vem sendo oferecida por venezuelanos e estrangeiros. Devido a crise política, as doações encontram dificuldade para chegar aos destinatários.

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Juan Guaidó usou sua conta no Twitter para divulgar a campanha “vamos bem”, em que apela para que todos contribuam com os mais necessitados. Segundo ele, há 300 mil venezuelanos em risco de morte. “O momento é de união e luta”, disse.

Na segunda-feira (11), Guaidó postou nas redes sociais a primeira entrega da ajuda humanitária internacional. O político informou que foram distribuídas 1,7 milhão de cestas de suplementos alimentares destinadas a mulheres grávidas e crianças em estado de desnutrição.

Desde o início da crise venezuelana, o governo de Nicolás Maduro tem recusado ajuda oferecida pelo Brasil e outros países. Na última semana, agentes das forças armadas chegaram a usar caminhões para bloquear estradas por onde supunham que chegariam mantimentos vindos da Colômbia.

Indígenas da etnia Pemon afirmaram que possibilitarão a entrada de ajuda pelas suas terras, que ficam na fronteira entre a Venezuela e o Brasil.

Juan Guaidó lidera articulação internacional

Na quinta-feira (14) acontecerá em Washington, capital dos Estados Unidos, a Conferência Mundial sobre a Crise Humanitária na Venezuela. Especialistas, empresários e organizações não governamentais humanitárias de mais de 60 países articularão esforços para atender às necessidades dos venezuelanos.

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O deputado Lester Toledo foi escolhido por Juan Guaidó para coordenar o envio de ajuda. Ele afirmou na segunda-feira (11) que as forças contrárias a Nicolás Maduro preparam uma entrada de medicamentos e alimentos no país pela Colômbia, pelo Brasil e por via marítima.

A chegada de mantimentos deve acontecer de forma simultânea, “como um rio humano, com gente, venezuelanos que virão à fronteira buscar eles mesmos a ajuda humanitária”, disse Toledo, em Brasília. Ele não informou exatamente quando essa ação irá acontecer, mas disse que deve ocorrer nas próximas semanas.

Nesta segunda, Toledo se reuniu com o chanceler Ernesto Araújo em Brasília e com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Eles definiram a instalação de um centro de distribuição de ajuda humanitária em Roraima.

María Teresa Belandria, escolhida por Juan Guaidó para  atuar como embaixadora no Brasil, também participou das reuniões. Ela passará a semana em Brasília organizando as doações. Segundo a diplomata, as prioridades são alimentos, medicamentos, transporte e logística.