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Presidente norte-americano fez um pronunciamento em rede nacional, em horário nobre, apelando ao Congresso para conseguir verba para essa obra

Trump fez pronunciamento na TV, apelando para o Congresso e sensibilizando cidadãos sobre questão do muro com México
Reprodução/Casa Branca
Trump fez pronunciamento na TV, apelando para o Congresso e sensibilizando cidadãos sobre questão do muro com México

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento em horário nobre e em rede nacional de televisão, no início da madrugada desta quarta-feira (9). O foco do discurso foi a construção do seu estimado muro na fronteira com o país vizinho, o México. Desta vez, Trump tentou convencer os americanos de que a ação é fundamental para a segurança da população e que há uma crise humanitária e de segurança na divisa.

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Para sustentar suas alegações, Trump mencionou vários casos de crimes atribuídos a "imigrantes ilegais", que teriam chegado ao país pelo México . De acordo com o presidente, é "imoral" para políticos "não fazer nada" em relação aos dados que apresentou. A construção do muro foi uma das promessas de campanha mais repetidas por Trump, antes dele tomar posse da presidência do país.

Porém, os democratas se opuseram a ideia de Trump e, sem o apoio deles, o muro não vai para a frente. Durante o pronunciamento dessa madrugada, o presidente apresentou números sobre a entrada de imigrantes pelas fronteiras mexicanas e afirmou que crianças imigrantes são usadas pelas gangues, assim como os americanos, que também passam a ser vítimas.

"Meus compatriotas americanos, esta noite estou falando com vocês porque há uma crescente crise humanitária e de segurança em nossa fronteira sul", afirmou. "Todos os americanos são feridos pela imigração ilegal descontrolada", continuou  Donald Trump .

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O pronunciamento é mais uma jogada de Trump em sua batalha com os democratas no Congresso, pelo financiamento do projeto do muro de mais de US$ 5 bilhões. O governo dos Estados Unidos foi parcialmente paralisado no dia 22 de dezembro, impasse que resultou na suspensão do financiamento de diversos setores, afetando 800 mil funcionários federais. A paralisação parcial do governo e o congelamento de salários já entrou no 18º dia.

Em reação ao pronunciamento de Trump , a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse que o preisdente deve deixar de manter o país como "refém" com a paralisação parcial do governo. Nancy Pelosi e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, enfatizaram que apoiam medidas de segurança mais intensa nas fronteiras, mas não a construção do muro, considerado por eles  "caro e ineficaz".

"O símbolo da América deveria ser a Estátua da Liberdade, não uma parede de 30 pés", disse Schumer. Ele disse que Trump usa o Salão Oval, numa alusão à Casa Branca, para "fabricar uma crise".

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Líderes democratas insistiram para que Trump esqueça a questão do muro por enquanto e faça o governo voltar a funcionar. Os democratas aceitar negociar US $ 1,6 bilhão, mas o custo do muro com o México , segundo estimativas do governo federal, deve chegar a US$ 5,7 bilhões.

* Com informações da Agência Brasil.

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