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Meninos de sete e oito anos, morreram nas fronteiras do território norte-americano neste mês; ONU anunciou que investigará as causas do ocorrido

É a segunda morte de criança na fronteira dos Estados Unidos, só neste mês; Felipe estava em um abrigo para imigrantes
Reprodução/Twitter
É a segunda morte de criança na fronteira dos Estados Unidos, só neste mês; Felipe estava em um abrigo para imigrantes

As autoridades norte-americanas anunciaram que vão alterar os procedimentos na fronteira do país e farão novos exames médicos em crianças que estão sob custódia do governo no local. A decisão se deu após a morte de um imigrante de oito anos, vindo da Guatemala. Este é o segundo caso  de morte de crianças na fronteira dos Estados Unidos, só neste mês. 

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Felipe Alonzo-Gomes estava em um abrigo para imigrantes na fronteira dos Estados Unidos . Segundo o serviço de vigilância de fronteiras, a criança passou mal na última segunda-feira (24) e foi levada a um hospital em Alamogordo com o pai, no estado do Novo México. 

Ele apresentou febre e ficou na unidade médica por mais 90 minutos. Depois disso, foi diagnosticado com gripe e recebeu alta no mesmo dia, com prescrição de antibiótico. À noite, voltou a sentir náuseas e vômitos. Faleceu algumas horas depois. As autoridades não detalharam a causa da morte e o governo da Guatemala exigiu uma "investigação clara". 

Nessa terça-feira, o CBP (Customs and Border Protection) comunicou que realiza exames nas crianças imigrantes com idade até 10 anos e que está revendo sua metodologia em relação à custódia, tanto na chegada aos centros, como 24 horas depois.

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A agência também está estudando as opções de custódia para aliviar os problemas de superlotação em El Paso, no Texas, como, por exemplo, trabalhar com organizações não governamentais (ONGs) ou parceiros locais para moradias temporárias, além de opções de assistência médicas com outros parceiros governamentais, como a Guarda Costeira, o Departamento de Defesa, serviços de saúde ou centros de Controle de Doença e Prevenção.

“Esta é uma perda trágica”, disse o responsável pelo CBP, Kevin K. McAleenan. Representante da autoridade que vigia as fronteiras , McAleenan manifestou condolências à família de Felipe Alonzo-Gomez. 

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No dia 13 de dezembro, outra criança também morreu sob custódia do governo na fronteira dos Estados Unidos . A guatemalteca Jakelin Caal, de 7 anos, morreu em El Paso após ter passado vários dias sem beber nem comer nada. Porém, a família nega que esse tenha sido o motivo e a ONU pediu a investigação do caso. 

*Com informações da Agência Brasil

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