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Presidente norte-americano adiou férias na Flórida por causa das negociações para a construção de uma barreira na fronteira com o México

Prestes a iniciar seu terceiro ano na presidência dos EUA, Donald Trump já enfrentou outros dois apagões em sua gestão
Reprodução/Flickr
Prestes a iniciar seu terceiro ano na presidência dos EUA, Donald Trump já enfrentou outros dois apagões em sua gestão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (25) que a paralisação parcial do governo federal será mantida até que sua exigência de financiamento de US$ 5 bilhões para a construção de um muro na fronteira com o México seja cumprida. "Eu não posso te dizer quando o governo vai reabrir", disse ele, depois de uma videoconferência de Natal com militares dos EUA que estão em serviço no exterior.

O governo dos EUA foi parcialmente paralisado no sábado (22) e não há indicação de esforços de reabrir as agências fechadas pelo impasse político que foi gerado após a demanda de Donald Trump por fundos para o muro que, segundo o republicano, impediria a entrada de pessoas com drogas no país.

"Eu posso dizer que não vai reabrir até que tenhamos um muro, uma cerca, o que você quiser chamá-lo", acrescentou o presidente. A construção do muro foi uma das promessas de campanha mais repetidas por Trump, mas os democratas se opuseram a essa ideia.

No dia 22, os Estados Unidos entraram em novo período de shutdown , o chamado 'apagão' que congela serviços do governo e corta salários de servidores devido à não aprovação do orçamento da 2019. Sem um acordo para superar o impasse, a paralisação provavelmente vai se prolongar até o ano novo.

O texto chegou a ser aprovado pela Câmara Baixa do país, na última quinta-feira (20), mas emperrou ao ir à análise conjunta no Congresso. O republicado vê em 2018 sua última chance de conseguir recursos para levar adiante seu projeto de construção de muro, uma vez que, a partir de janeiro, o partido Democrata assumirá o controle da Câmara.

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Com o shutdown , o governo federal americano mantém em funcionamento somente os serviços essenciais, como segurança, saúde, justiça, aposentadorias e o controle do tráfego aéreo. Milhares de funcionários públicos entraram em licença, sem direito a salário, e atividades consideradas não prioritárias, como o funcionamento de parques nacionais, devem ser interrompidas.

Prestes a iniciar seu terceiro ano na presidência dos Estados Unidos, Trump já enfrentou outros dois apagões em sua gestão. Em janeiro deste ano, o  Senado vetou o orçamento proposto pela Casa Branca após congressistas se negarem a aprovar o texto sem que Trump voltasse atrás de sua decisão de revogar a autorização para os chamados dreamers ("sonhadores) permanecerem no país.

Antes disso, ainda em dezembro de 2017, cerca de 850 mil funcionários públicos deixaram de trabalhar ao longo de três dias, também devido aos impasses acerca das políticas de Donald Trump nos EUA .

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