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Revista The Economist classificou o país como democracia "imperfeita"; Venezuela, considerada um regime autoritário pelo estudo, caiu 17 posições

Presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PSL) foi avaliado com menos preocupação no no
Reprodução/Flickr
Presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PSL) foi avaliado com menos preocupação no no "Índice de Democracia 2018"

O Brasil caiu uma posição no "Índice de Democracia 2018", elaborado pela consultoria Economist Intelligence Unit , ligada à revista britânica The Economist, para medir o nível democrático de regimes políticos em 167 países. Apesar de ter melhorado sua nota de 6.86 para 6.97, a maior nação da América Latina saiu da 49ª para a 50ª posição, ultrapassada pela Colômbia.

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Com boas avaliações nos quesitos "processo eleitoral e pluralismo" (9.58) e "liberdades civis" (8.24), o Brasil perde pontos no " Índice de Democracia 2018" nas categorias "participação política" (6.67), "funcionamento do governo" (5.36) e "cultura política" (5.00).

O ranking qualifica a democracia brasileira como "imperfeita". Tachado de ameaça à democracia pela Economist em 2018, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PSL) foi avaliado com menos preocupação no estudo.

"Bolsonaro, que assumiu o cargo em 1º de janeiro, tem, até agora, moderado seu discurso desde sua vitória eleitoral, talvez reconhecendo a dificuldade de assegurar apoio parlamentar a sua agenda." Em seu relatório, a Economist diz que a eleição de Jair Bolsonaro como presidente mostra que os "rumores sobre a morte do populismo eram amplamente exagerados".

O ranking é liderado pela Noruega (9.87), seguida por Islândia (9.58), Suécia (9,39), Nova Zelândia (9,26) e Dinamarca (9.22). Canadá (9.15), Irlanda (9.15), Finlândia (9.14), Austrália (9.09) e Suíça (9.03) completam o top 10.

Já os Estados Unidos aparecem apenas na 25ª posição, com 7.96, atrás de países como Uruguai (15º, com 8.38), Maurício (17º, com 8.22), Costa Rica (20º, com 8.07) e Chile (23º, com 7.97). Os menos democráticos, por sua vez, são Coreia do Norte (1.08), Síria (1.43), República Democrática do Congo (1.49), República Centro-Africana (1.52) e Chade (1.61).

O único país a ser rebaixado de categoria foi a Nicarágua, que passou de "democracia híbrida" para "regime autoritário". Segundo a publicação, são regimes autoritários aqueles em que não há eleições livres e justas, em que há desrespeito, abuso e violações das liberdades civis, não há um Judiciário independente nem liberdade de imprensa.

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A Venezuela, considerada um regime autoritário pelo estudo, caiu 17 posições - agora está em 134º lugar. Outros países que registraram queda no " Índice de Democracia 2018": a Itália, que viu nas eleições legislativas de 2018 a vitória de movimentos eurocéticos e anti-imigração, perdeu 12 colocações, passando para a 33ª posição, a Turquia (110ª) perdeu 10 e a Rússia (144ª), 9 posições.

* Com informações da Agência Brasil

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