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Embates entre os "coletes amarelos" e policiais deixaram Paris e outras cidades com veículos e estabelecimentos queimados; entenda os protestos

Emmanuel Macron deve se encontrar com ministros para discutir a situação do país neste domingo, em Paris
reprodução/ABC News
Emmanuel Macron deve se encontrar com ministros para discutir a situação do país neste domingo, em Paris

Após os confrontos recentes entre manifestantes e policiais, principalmente levando em consideração  o último, o ocorrido no sábado (1), em Paris, na França, o governo não descarta a possibilidade de decretar estado de emergência. A informação é do porta-voz Benjamin Griveaux neste domingo (2): “Todas as medidas devem ser estudadas”.

“É preciso pensar em todas as medidas que podem ser tomadas para evitar que estas manifestações gravíssimas de violência se reproduzam nas ruas da capital”, disse Griveaux, em resposta a pergunta da emissora Europe 1 sobre uma possível instauração do estado de emergência depois dos embates violentos em Paris no dia anterior.

Segundo o Ministério do Interior francês, no domingo foram detidos 412 indivíduos durante toda a jornada de manifestações dos chamados “coletes amarelos” e 133 pessoas ficaram feridas, sendo 23 membros das forças da ordem.

De acordo com a Europe 1, sindicatos de policiais solicitaram ao governo que aplique a medida de exceção a fim evitar que cenas de insurreição como as que aconteceram em Paris, Marselha, Nantes e Toulouse se repitam nos próximos protestos - que devem acontecer na semana que vem. 

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Manifestação em Paris

Manifestantes, conhecidos como
Reprodução/Twitter
Manifestantes, conhecidos como "coletes amarelos", fazem novo protesto na Champs Elysées, em Paris

Desde cedo, os serviços públicos trabalham para limpar e restabelecer a Praça Charles de Gaulle, onde está localizado o Arco do Triunfo, que foi pichado e teve seu interior vandalizado no sábado, quando os “ coletes amarelos ” tomaram o local.

Depois da chuva forte, que foi responsável por dispersar parte dos manifestantes, as ruas paralelas à avenida Champs Elysées ainda contava com resquícios das manifestações, com diversos veículos e estabelecimentos queimados.

O movimento dos “coletes-amarelos” teve início no dia 17 de novembro e conta com o apoio de dois em cada três franceses, além de uma reivindicação via abaixo-assinado "por uma redução nos preços do combustível" que superou um milhão de assinaturas. 

Sem força, o governo não consegue dialogar com representantes do movimento que nasceu nas redes sociais, desvinculado de qualquer comando político ou sindical. 

Os anúncios feitos esta semana pelo presidente  Emmanuel Macron  - um dispositivo para limitar o impacto dos impostos sobre o combustível, assim como um "grande diálogo" - não convenceram, segundo a  France Presse

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Neste domingo, ministros devem se reunir com Macron no Palácio do Eliseu, em Paris , após seu retorno de Buenos Aires, onde participava da Cúpula do G20.


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