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Conhecidos como "coletes amarelos", manifestantes entraram em confronto com a polícia durante protesto contra o aumento no preço dos combustíveis

Manifestantes franceses chamados de
Reprodução/Twitter
Manifestantes franceses chamados de "coletes amarelos" arrancam asfalto da Champs-Élysées durante protesto contra aumento no preço dos combustíveis na França

Os protestos contra o aumento de impostos cobrados sobre o preço dos combustíveis na França atingiram um novo patamar neste sábado (24). Isso porque, durante confronto com a polícia em Paris, os manifestantes conhecidos como "coletes amarelos" chegaram a arrancar pedaços do asfalto da Champs-Élysées, avenida mais famosa da cidade e um dos cartões-postais do país, para arremeçar nos policiais.

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As manifestações que reuniam milhares de pessoas nas ruas de Paris já estavam marcadas antecipadamente, mas a polícia francesa tinha proibido a concentração de pessoas nos arredores do Palácio do Eliseu, residência do presidente Emmanuel Macron, e indicado o Campo de Marte, situado em frente à Torre Eiffel, em Paris, como local permitido para o protesto. Os representantes do movimento, no entanto, não aceitaram esse ponto de concentração e pediram para que os manifestantes avançassem pela famosa avenida Champs-Élysées quanto, então, entraram em confronto com a polícia.

As forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo e usaram jatos d'água para tentar conter os manifestantes conhecidos como " coletes amarelos " que tentavam ultrapassar o perímetro de segurança determinado pelas autoridades policiais. Eles gritavam palavras de ordem, carregavam cartazes pedindo a renúncia do presidente Macron e começaram a arremeçar peças do mobiliário urbano e paralelepípedos arrancados do asfalto da avenida.

O vídeo abaixo do jornal parisiense Le Parisien mostra os manifestantes tentando construir uma barricada na Champs-Elysée com grades, tapumes e pedaços de concreto:


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Já este segundo vídeo gravado pelos cinegrafistas do jornal mostra o momento em que os "coletes amarelos" tentam arrancar pedaços do asfalto utilizando-se de martelos e barras de metal:


Assim como no caso dos protestos de 2013, ocorridos no Brasil, em que os manifestantes foram para as ruas por uma causa (aumento das tarifas de ônibus) e acabaram reividincando muitos outras pautas, na França, as manifestações começaram por conta do aumento no preço dos combustíveis e acabaram se diversificando nos últimos dias.

Além disso, se no Brasil descobriu-se que integrantes dos Black Blocks infiltravam-se nas manifestações para causar confrontos com a polícia, na França, as autoridades desconfiam da infiltração de facções de extrema-direita nos protestos para radicalizar o movimento.

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Segundo dados preliminares do Ministério do Interior, além dos cerca de 3 mil "coletes amarelos" que se concentraram na capital francesa, a maior parte deles na Champs-Élysées e nos limites da Praça da Concórdia que dá acesso à residência presidencial, no restante do país, protestos mantêm os bloqueios de centro logísticos e estradas iniciados há mais de uma semana, mas com menos intensidade do que no sábado passado, quando foram estimados quase 300 mil manifestantes.

*Com informações da Agência EFE

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