Tamanho do texto

Após um ano desaparecida, embarcação foi achada ontem, a 907 metros de profundidade; tomado pela água, submarino pesa mais de 2,5 mil toneladas

Submarino argentino ARA San Juan levava 44 tripulantes quando desapareceu, no dia 16 de novembro do ano passado
Divulgação/Marinha da Argentina
Submarino argentino ARA San Juan levava 44 tripulantes quando desapareceu, no dia 16 de novembro do ano passado

A juíza federal argentina, Marta Yánez, responsável pela investigação sobre o desaparecimento do submarino argentino ARA San Juan, com 44 tripulantes, disse neste domingo (18) que "por enquanto" não autoriza o resgate da embarcação encontrada ontem (17) no oceano Atlântico.

Leia também: Marinha da Argentina divulga primeiras imagens de submarino

De acordo com a magistrada, primeiro será preciso entender se há viabilidade para tal operação, principalmente porque a ação pode colocar em "risco outras vidas e a integridade das provas". Yánez ressaltou as dificuldades de recuperar um submarino argentino que, com água em seu interior, pesa mais de 2,5 mil toneladas.

Mesmo com a pressão dos familiares das vítimas, o ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguad, já havia informado neste sábado (17) que a Marinha "não tem meios para prosseguir com a recuperação do submarino".

Segundo ele, o governo não possui equipamentos para descer até a profundidade que o ARA San Juan foi encontrado e muito menos tecnologia para extraí-lo. "Isso não ajudaria muito a determinar a responsabilidade pelo que aconteceu".

Leia também: Submarino desaparecido 'implodiu' no fundo do mar, afirma Marinha da Argentina

O submarino, desaparecido no dia 15 de novembro de 2017 com 44 tripulantes, foi encontrado neste sábado (17). A embarcação foi localizada a 800 metros da Península de Valdés, na Patagônia, cerca de 600km da cidade de Comodoro Rivadavia, onde funcionava o centro de operações da empresa norte-americana Ocean Infinity, responsável pelas buscas do Ara San Juan.

Segundo a Marinha argentina , a descoberta foi possível graças a um submarino controlado remotamente pelo navio norte-americano.

Durante coletiva de imprensa, o capitão Gabriel Eduardo Attis, comandante da base naval de Mar del Plata, informou que o ARA San Juan implodiu e está com o casco "totalmente deformado, desarticulado, devido a uma explosão".

Além disso, o submarino ficou alojado em uma depressão de 907 metros após perder a comunicação, no ano passado, o que fez que ele não fosse encontrado pelos radares.

Leia também: Argentina não tem meios para resgatar submarino, diz ministro da Defesa

O submarino argentino ARA San Juan partiu da base militar de Ushuaia, no sul da Argentina, em 13 de novembro de 2017, tendo como destino Mar del Plata.

* Com informações da Agência Ansa.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.