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Oscar Aguard informou que o país não tem recursos para remover a embarcação e que também seria necessária uma autorização legal

Submarino ARA San Juan foi encontrado durante a madrugada deste sábado na Argentina
Divulgação/Marinha da Argentina
Submarino ARA San Juan foi encontrado durante a madrugada deste sábado na Argentina

A Argentina não tem meios para retirar o submarino ARA San Juan, localizado durante a madrugada no Oceano Atlântico após um ano de buscas , do fundo do mar. A informação foi divulgada neste sábado (17) pelo ministro de Defesa da Argentina, Oscar Aguard, durante uma entrevista coletiva em Buenos Aires.

"Eu diria que não, que não temos os meios. Não tínhamos nem os meios para encontrá-lo. Também não temos ROV (veículos de inspeção remota) para descer nessa profundidade. Nem temos equipamento para extrair uma embarcação com essas características", afirmou o ministro da Argentina .

Além do problema financeiro, o comandante da Marinha do país, José Luis Villán, ressaltou que há outros problemas para retirar o submarino do mar, como exigem os familiares dos 44 tripulantes que estavam a bordo.

De acordo com ele, há um impedimento legal, já que seria necessária uma autorização da juíza que investiga o caso. Além disso, questões de ordem técnica precisam ser resolvidas para que a operação seja realizada com sucesso.

O comandante da Marinha também confirmou que a embarcação se partiu em várias partes, que estão espalhadas em uma área de 800 metros quadrados. "A localização exata é muito próxima do lugar da  anomalia hidroacústica (consistente com uma explosão, detectada por agências internacionais em 2017). É a área onde tínhamos considerado que havia 90% de chance de ele estar nela. Todas as equipes buscaram nessa área", explicou Villán .

submarino argentino foi localizado primeiramente como um 'objeto' ao mar, segundo um relatório divulgado hoje pela companhia norte-americana Ocean Infinity.

Após ser confirmada a localização do ARA San Juan , a equipe da companhia trabalhou no rastreio e na investigação da área, com um veículo operado por um controle remoto. A companhia deve receber US$ 7,5 milhões pelo trabalho.

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De acordo com Enrique Balbi, porta-voz da Marinha da Argentina , a embarcação sofreu uma espécie de implosão no fundo do mar, sendo que a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado a de dentro do submarino.

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