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Embarcação foi encontrada na madrugada de sábado após um ano de buscas; ministro da defesa diz que não há recursos para resgatar o ARA San Juan

Marinha da Argentina divulgou imagens do ARA San Juan encontrado no fundo do mar no sábado (18)
Divulgação / Marinha da Argentina
Marinha da Argentina divulgou imagens do ARA San Juan encontrado no fundo do mar no sábado (18)

A Marinha da Argentina divulgou neste domingo (18) as primeiras imagens do submarino ARA San Juan, desaparecido há um ano e encontrado na madrugada de sábado (17) . Um vídeo também mostra o no momento em que profissionais da empresa Ocean Infinity o localizaram.

Nas imagens é possível ver quando a equipe que operava um dos veículos que fazia as buscas vê o ARA San Juan pela primeira vez em uma região de cânions (espécie de rios submarinos), a 907 metros de profundidade, e a 600 km da cidade de Comodoro Rivadavia.

O submarino argentino, desaparecido no dia 15 de novembro de 2017 com 44 tripulantes, foi encontrado no sábado (17). A embarcação foi localizada a 800 metros da Península de Valdés, na Patagônia, cerca de 600km da cidade de Comodoro Rivadavia, onde funcionava o centro de operações da empresa norte-americana Ocean Infinity, responsável pelas buscas do submarino.

O local é o mesmo onde há um ano foi identificada uma "anomalia hidroacústica" semelhante a uma explosão. Segundo a Marinha argentina , a descoberta foi possível graças ao submarino controlado remotamente pelo navio norte-americano.

Durante coletiva de imprensa, o capitão Gabriel Eduardo Attis, comandante da base naval de Mar del Plata, informou que o submarino argentino implodiu. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado a de dentro do submarino.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam.


Além disso, o submarino ficou alojado em uma depressão de 907 metros após perder a comunicação, no ano passado, o que fez que ele não fosse encontrado pelos radares. Também neste domingo (18), a juíza federal argentina, Marta Yánez, responsável pela investigação sobre o desaparecimento do submarino, disse que "por enquanto" não autoriza o resgate da embarcação.

De acordo com a magistrada, primeiro será preciso entender se há viabilidade para tal operação, principalmente porque a ação pode colocar em "risco outras vidas e a integridade das provas". Yánez ressaltou as dificuldades de recuperar um submarino que, com água em seu interior, pesa mais de 2,5 mil toneladas.

Mesmo com a pressão dos familiares das vítimas, o ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguad, já havia informado neste sábado(17) que a Marinha " não tem meios para prosseguir com a recuperação do submarino". O ARA San Juan partiu da base militar de Ushuaia, no sul da Argentina, em 13 de novembro de 2017, tendo como destino Mar del Plata.

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