Submarino argentino ARA San Juan desapareceu no dia 15 de novembro de 2017
Divulgação/Marinha da Argentina
Submarino argentino ARA San Juan desapareceu no dia 15 de novembro de 2017

As buscas pelo submarino argentino ARA San Juan, desaparecido desde o dia 15 de novembro de 2017 , parecem ter ganhado um novo capítulo nesta sexta-feira (21). Um "sinal importante" foi detectado nas últimas horas na área onde estão concentradas as buscas feitas pela empresa norte-americana Ocean Infinity, contratada pelo governo argentino no mês passado.

"Surpreendente que não tenhamos visto antes, encontramos um sinal importante", disse o ministro da Defesa argentino, Oscar Aguad, em uma entrevista coletiva sobre o ARA San Juan nesta sexta-feira (21). "Tomara que seja o submarino. Mas são contatos, tivemos vários já com o Ocean Infinity, e até agora não conseguimos encontrar o submarino. Mas seguimos com boas expectativas", acrescentou.

"Neste momento, estão baixando os ROV. Quer dizer, num primeiro instante o que o Ocean Infinity faz é baixar os AUV, que são submarinos que exploram o leito marinho. Uma vez que detectam um objeto importante, se baixa um ROV, outro elemento teleguiado de busca, que faz vídeos e fotos de muito melhor resolução, e neste momento é o que estão baixando a 280 metros, onde se encontrou esse objeto. E outro objeto que se encontrou ontem, um pouco mais profundo. Tudo vai ser feito hoje".

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Desaparecimento do ARA San Juan

Argentinos prestam homenagens a tripulantes do submarino ARA San Juan, desaparecido no dia 15 de novembro de 2017
Divulgação/Armada Argentina
Argentinos prestam homenagens a tripulantes do submarino ARA San Juan, desaparecido no dia 15 de novembro de 2017

O submarino, das forças da Marinha da  Argentina  , partiu de Ushuaia, no extremo sul do país, rumo a Mar del Plata, a 400 quilômetros da capital, Buenos Aires no dia 13 de novembro. Quando sumiu, navegava a 430 quilômetros de distância da costa argentina, na altura do golfo San Jorge, entre as províncias Chabut e Santa Cruz.

No dia 23 de novembro, Balbi confirmou que "foi registrado um evento anômalo, curto, violento e não nuclear, equivalente a uma explosão". No dia 28, a mídia argentina reportou que tripulantes do submarino relataram problemas envolvendo entrada de água no equipamento e curto-circuito nas baterias horas antes de sumir dos radares.

No dia 24 do mesmo mês, Luis Tagliapietra, pai de Alejandro Damián, um dos tripulantes , afirmou que depois da notícia de que o barulho de uma explosão pode estar ligado ao desparecimento do submarino , um dos chefes do seu filho foi prestar condolências a ele , confirmando as mortes dos passageiros.

Tagliapietra afirmou ainda que fez perguntas sobre quando e como pode ter ocorrido a explosão e se a embarcação havia seguido diretamente para o local de destino. Segundo ele, o chefe do seu filho afirmou que tudo estava em perfeitas condições e que o ARA San Juan estava seguindo o trajeto correto.

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