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Brock Turner, que estuprou uma jovem inconsciente na Universidade de Stanford, foi condenado a seis meses de prisão e liberado três meses depois

Os juízes dos condados da Califórnia são eleitos e podem ser afastados com um determinado número de assinaturas
Divulgação/CNJ
Os juízes dos condados da Califórnia são eleitos e podem ser afastados com um determinado número de assinaturas


O juiz Aaron Persky, dos Estados Unidos, foi afastado de seu cargo por eleitores do condado de Santa Clara, na Califórnia, após dar uma pena baixa a um estuprador condenado em 2016. Essa é a primeira vez em oito décadas que um juiz é destituído no país.

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Seu afastamento foi motivado pelo julgamento de Brock Turner, ex-estudante da Universidade de Stanford que abusou de uma jovem inconsciente no campus universitário. Considerado culpado por três crimes, o estuprador poderia ser condenado a 14 anos de prisão, mas recebeu a pena de apenas um semestre e foi liberado três meses após ser detido, o que revoltou ativistas e gerou muita comoção.

O magistrado declarou, na época, que uma pena mais rígida ao jovem, que fazia parte do time de natação da universidade, poderia “afetá-lo seriamente”, o que reforçou as acusações de que Persky “tomou partido” a favor de Turner. Ele passou a receber ainda mais críticas e motivou a criação de uma petição online para retirá-lo do cargo que ocupava há 15 anos.

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Petição para afastar o juiz Aaron Persky

De acordo com informações da BBC News , como os juízes dos condados da Califórnia são eleitos, eles podem ser retirados de seus cargos caso uma petição consiga um determinado número de assinaturas. E foi o que aconteceu com Persky, que antes disso fora julgado pela Comissão de Performance Judicial da Califórnia e sua conduta não foi considerada inapropriada.

A lista de assinatura foi organizada por Michelle Dauber, professora de Direito de Stanford, que recebeu apoio de milhares de pessoas, incluindo de políticos e outras personalidades de destaque nos Estados Unidos

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“Estamos vivendo um momento histórico, no qual as mulheres de todos os setores da sociedade se levantam para dizer ‘basta’”, declarou a professora que criou o abaixo-assinado contra o juiz, que determinou apenas seis meses de prisão para o  estuprador  quando poderia ter decidido por até 14 anos.

*Com informações da Agência Ansa

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