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Reprodução/Twitter
Ataque em mercado de peixe no nordeste da Nigéria, na sexta-feira (16), deixou mais de 70 feridos e 20 mortos

A Nigéria foi palco de mais um atentado terrorista na noite da sexta-feira (16), segundo informou a polícia do estado de Borno. O ataque suicida aconteceu em um mercado de peixes, em cidade do norte do país, deixando ao menos 20 mortos, além de 70 feridos.

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O porta-voz da polícia Joseph Kwaji afirmou neste sábado (17) que o atentado ocorreu durante a noite e que, das 20 vítimas fatais, duas morreram depois de ser levadas ao hospital. Ainda de acordo com informações das autoridades da Nigéria , o ataque teria sido realizado por três mulheres terroristas, que se explodiram em meio à multidão no mercado de peixes, local altamente frequentado em Konduga, que também é usada como zona de lazer e restaurante.

A identidade dos terroristas, porém, não foi confirmada. Segundo dois líderes da milícia – que trabalham no exército nigeriano no combate ao Boko Haram -, os três seriam homens, e não mulheres.

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Ao The Guardian , Musa Mulana, de 32 anos, afirmou ter tido muita sorte por ter sobrevivido às explosões no local. “Eu fui ao mercado à noite para comprar peixe para o jantar, quando ouvi um barulho muito alto a alguns metros atrás de mim... Então, me vi abaixando, e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ouvi uma terceira explosão. Não conseguia ficar em pé, e apenas percebi o caos ao meu redor”, conta.

Ameaça do Boko Haram no país

Konduga fica nos arredores da capital do estado de Borno, Maiduguri, que é considerada o “berço” do grupo terrorista Boko Haram , um dos principais alvos dos ataques realizados pelo grupo extremista.

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A insurreição armada declarada pelos extremistas há nove anos, já deixou mais de 20 mil pessoas mortas na Nigéria. O presidente do país, Muhammadu Buhari afirmou, em dezembro de 2015, que “os jihadistas tinham sido tecnicamente batidos”. Apesar de ter pedido a força em algumas regiões, o movimento extremista do Boko Haram continua sendo uma ameaça – especialmente no nordeste do país, como no estado de Borno, onde realiza campanhas suicidas com mulheres e crianças, depois de sequestrá-las e doutriná-las.

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