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Reprodução/Clarín
O ex-vice-presidente da Argentina está sendo investigado em diferentes ações, entre elas a de formação de quadrilha

O ex-vice-presidente da Argentina, Amado Boudou , foi detido na manhã desta sexta-feira (3), na cidade de Buenos Aires, após ser acusado de integrar uma quadrilha que cometeu lavagem de dinheiro durante o período em que era ministro da Economia ((entre 2009 e 2011). Também foi preso um amigo e sócio de Boudou, José María Nuñez Carmona.

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De acordo com o jornal “Clarín”, a prisão aconteceu no bairro de Puerto Madero, em Buenos Aires, onde Boudou vive, sendo realizada pelos agentes da Prefeitura Naval Argentina por ordem do juiz Ariel Lijo, que também investiga o ex-vice-presidente por enriquecimento ilícito.

O magistrado ainda convocou a ex-namorada de Boudou, Agustina Kampfer, para prestar depoimento como investigada, porém não determinou sua detenção. Outros acusados de enriquecimento ilícito que fazem parte da suposta quadrilha também devem ser convocados para esclarecimentos à Justiça.

Inconsistências no patrimônio

Durante as investigações, o juiz percebeu inconsistências no patrimônio declarado de Amado Boudou. Assim, solicitou explicações ao investigado nesta semana, já que considera ter encontrado provas suficientes de seu enriquecimento injustificado.  A acusação ainda apontou que “[os investigados] têm ativos que não são compatíveis com a renda”, enfatizando que tais incoerências são “diversas e importantes”.

O ex-vice-presidente (2011 a 2015), que é uma das personagens mais controversas do kirchnerismo, já enfrenta outro julgamento por suposta corrupção na compra de uma impressora de papel-moeda, durante o período em que era ministro da Economia.

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Outra polêmica envolvendo seu nome aconteceu em 2016, quando foi anistiado das acusações sobre falsidade em documentos e, em julho deste ano, também recebeu absolvição no primeiro julgamento oral que enfrentou por falsificação de documentos para a venda de um veículo.  Mas, no fim de setembro, um juiz determinou o envio para julgamento de outro processo, em que Boudou é investigado por supostas irregularidades na compra, em 2009, de 19 automóveis de luxo destinados ao Ministério de Economia.

Em suas considerações sobre o caso, o juiz considerou que o político deveria ser detido por “poder atrapalhar as investigações” e que ele “construiu uma engenharia voltada para tornar obscura a origem dos fundos”.

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Sobre os bens do ex-vice-presidente da Argentina, em seus ativos, definiu-se que, após realizar  lavagem de dinheiro , houve "incorporação de empresas e compra de bens" realizadas por ele (com ajuda de outras pessoas investigadas) e que, portanto, conseguiu declarar um aumento de capital de 214,75% em 2001 que "não poderia ser justificado". Boulous chegou a declarar renda de mais de um milhão de pesos "sem documentação de respaldo", o que faz com que a Justiça suspeite da “origem dos fundos".

*Com informações da Agência Brasil e jornal Clarín

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