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Arquivo/Idlib Media Center

Criança recebe tratamento em um hospital em Idlib, no norte da Síria, após suposto ataque com armas químicas

Um ataque químico realizado contra civis na Síria na semana passada, deixando mais de 80 mortos, permanece com algumas perguntas sem respostas, sendo uma delas o tipo de gás que realmente foi utilizado no ato. Até agora, apenas peritos da Turquia haviam apontado o sarin como sendo o responsável pelo falecimento de tantas pessoas. Mas, nesta quarta-feira (12), cientistas britânicos afirmaram que encontraram a presença desse gás ou de alguma substância similar nas amostras recolhidas no local.

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Aliás, a própria afirmação sobre ter realmente sido um ataque químico ainda é incerta, já que ainda não houve a confirmação de que tenha sido utilizado algum tipo de gás. Outra questão em aberto é sobre o comando do ataque – já que o governo da Síria nega a autoria –, fato reivindicado pelos Estados Unidos. Em discurso no Conselho de Segurança da ONU nesta quarta, o embaixador britânico Matthew Rycroft afirmou que o Reino Unido também considera “altamente provável que o regime [de Bashar al-Assad] é responsável por um ataque com sarin”.

Investigações sobre ataque

Os Estados Unidos já afirmaram acreditar “sem sombra de dúvida” que as forças do presidente sírio utilizaram armas químicas contra civis na localidade de Khan Sheikhoun. Além disso, o país considera que a Rússia tivess4e conhecimento prévio sobre o ataque.

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Funcionários do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos declararam nesta terça-feira (11) que têm “provas fisiológicas” de que Assad usou gás sarin contra a população que vive em um território de domínio rebelde. Segundo os norte-americanos afirmaram no conselho, existem uma “quantidade massiva de evidências que indicam a autoria de Damasco” na morte de dezenas de pessoas no local.

De acordo com o embaixador britânico, especialistas do Reino Unido tiveram acesso a amostras recolhidas no local do ataque da última semana, além de análises que também confirmam a presença de sarin ou de um agente neurotóxico semelhante.

No Conselho da Segurança, o Reino Unido, os Estados Unidos e a França propuseram uma solução para o incidente em Khan Sheikhoun, e o texto deve ser votado ainda nesta quarta. Porém, é esperado que a Rússia vete o texto.

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Apesar dos países ocidentais terem culpado o presidente da Síria pelo ataque, a minuta não indica nenhum responsável e se concentra em condenar o episódio e a pedir cooperação com a investigação internacional.

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