
O lince-ibérico (Lynx pardinus), um dos felinos mais raros do planeta, não está mais na lista dos animais ameaçados de extinção . Na última quinta-feira (20), a União para a Conservação da Natureza (UICN), que avalia o nível de ameaça de cada espécie, transferiu o felino da lista "em perigo" para a categoria "vulnerável".
"A Lista Vermelha da UICN é uma ferramenta essencial para medir o progresso no sentido de travar a perda de natureza e alcançar os objetivos globais de biodiversidade para 2030. A melhoria no estado de conservação do Lince Ibérico demonstra que a conservação bem-sucedida funciona tanto para a vida selvagem quanto para as comunidades”, disse a Dra. Grethel Aguilar, Diretora Geral da UICN.
Comuns em toda a Península Ibérica, os linces-ibéricos começaram a ter uma queda expressiva em sua população a partir da década de 1960. Agora, com os trabalhos de conservação da espécie, o número de adultos saltou de 62 em 2001 para 648 em 2022.
A estratégia para conservação se deu a partir do aumento da população da presa principal dos felinos, o coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus), que também está na lista vermelha da UICN.
"Este sucesso, a maior recuperação de uma espécie de felino já alcançada através da conservação, é o resultado da colaboração empenhada entre organismos públicos, instituições científicas, ONG, empresas privadas e membros das comunidades [...], com o apoio financeiro e logístico do projeto Life, da União Europeia", disse em comunicado Francisco Javier Salcedo Ortiz, coordenador do projeto Life Lynx-Connect, que liderou a ação de conservação do lince-ibérico.
Veja fotos do lince-ibérico:





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