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Ministro da Educação negou que a pasta tenha cortado verbas para a reconstrução do Museu Nacional e culpou parlamentares; assista ao vídeo

ministro da Educação
Reprodução/Twitter
Abraham Weintraub publicou vídeo para desmentir "fake news"

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou um vídeo nesta quinta-feira (30) em que nega que o MEC tenha  cortado verbas para a reconstrução do Museu Nacional. O chefe da pasta afirmou que a bancada fluminense na Câmara seria a responsável pela redução dos recursos e debochou de jornalistas, que chamou de "pessoas que estão de mal com a vida". 

Na tarde de ontem, a imprensa repercutiu um levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O órgão informou que os cortes de verba do MEC vão reduzir R$ 11,9 milhões dos R$ 55 milhões que estavam reservados para a reconstrução do museu, que foi destruído por um incêndio em setembro de 2018. Weintraub , por sua vez, negou a informação. 

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Em um vídeo públicado em sua conta do Twitter, o ministro aparece com um guarda-chuva nas mãos e cantarolando a música "Singin' in the rain" (cantando na chuva). "Tá chovendo fake news!", afirma. Weintraub diz ainda que a imprensa tenta degradar a imagem da pasta e culpa parlamentares fluminenses pelos cortes. 

“Um veículo de comunicação das pessoas que estão de mal com a vida tenta macular a imagem do MEC. Esta última fake news fresquinha para você alega que estas obras de recuperação do Museu Nacional estariam sendo paralisadas pelo MEC: Fake News”, disse. 

"O que acontece: haviam (sic) emendas parlamentares de R$ 55 milhões para recuperar o museu. Esta emenda da bancada [do Rio na Câmara] resolveu reduzir em R$ 12 milhões. Nada a ver com MEC", argumentou o ministro. "Mas, mesmo se o dinheiro estivesse prontamente disponível para ser gasto, o projeto ainda não está protocolado, então não daria para começar as obras", completou. Assista ao vídeo: 




Nesta quinta-feira, estudantes se reúnem em diversas cidades do País para a segunda manifestação contra os  cortes do Ministério da Educação. Uma das universidades afetadas pelo bloqueio é a UFRJ, responsável pelo Museu Nacional.