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Participantes chegam para realizar a prova do Enem, na edição do ano passado

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano é Desafios para Formação Educacional de Surdos no Brasil. A informação foi divulgada agora há pouco pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( Inep ), em sua conta no Twitter.

 A edição 2017 do Enem é, aliás, a primeira com videoprovas em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) . A prova em Libras é um recurso que facilita a realização do exame para surdos e pessoas com deficiência auditiva que, por terem sido alfabetizados na linguagem dos sinais, têm mais dificuldade para realizar provas escritas.  Essa foi apenas uma das novidades neste ano.

 A redação

O texto da redação do Enem deve ser dissertativo-argumentativo e o candidato deve apresentar uma proposta de solução para o problema proposto, a chamada intervenção. Também deve ser apresentada uma referência textual sobre o tema.

A proposta de redação do Enem sempre vem acompanhada de textos que podem servir de motivação para que os candidatos elaborem seus próprios textos. No entanto, o estudante não deve se restringir às ideias  apresentadas, copiar trechos ou torná-los parte de sua argumentação.

 As redações serão avaliadas de acordo com cinco competências: domínio da norma-padrão da língua escrita, compreensão da proposta da redação e aplicação de conceitos de diversas áreas do conhecimento para desenvolver o tema; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações para defender um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação e elaboração de proposta de intervenção ao problema abordado, respeitando os direitos humanos.

 Polêmica sobre anulação

Uma regra do edital da prova foi motivo de polêmica na última semana. Um pedido de liminar feito pelo O grupo Escola Sem Partido entrou com um pedido de liminar que suspendia a norma que desclassificava quem desrespeitasse os direitos humanos na redação. O pedido foi aceito pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e mantido pelo Supremo Tribunal Federal , em decisão neste sábado (4).

Diante da decisão, o MEC e o Inep reforçaram aos participantes do Enem que não haverá mais anulação automática da redação de quem violar os direitos humanos. Mas disse também que “continuam em vigor os critérios de correção das cinco competências, conforme estabelecido na Cartilha de Participante - Redação no Enem 2017”, a pasta afirmou, em nota.

 Além disso, continuam valendo outras normas. As redações com sete linhas ou menos receberão nota zero. Também serão eliminados candidatos que fugirem totalmente ao tema proposto e os que escreverem impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação.

 *com informações da Agência Brasil

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