Raphael Pinho, Eric Messa e André Alves
Foto: Divulgação/Léo Pinheiro
Raphael Pinho, Eric Messa e André Alves

A parceria entre a Spark e o Centro Universitário FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) marca um passo importante na aproximação entre ensino acadêmico e prática profissional no campo do marketing de influência. Ao levar o uso da plataforma Sprout Social para dentro da universidade, a iniciativa coloca estudantes em contato direto com as mesmas ferramentas utilizadas hoje por marcas, agências e especialistas da creator economy.

A Sprout Social, plataforma global presente em mais de 100 países e utilizada por mais de 30 mil clientes, passa a integrar o currículo das graduações de Publicidade, Jornalismo e Relações Públicas da FAAP a partir do início do semestre de 2026. O uso da tecnologia será aplicado em disciplinas voltadas a engajamento, influência e planejamento de campanhas, além de trabalhos de conclusão de curso, o que deve ampliar o repertório prático dos alunos.

O movimento reflete uma mudança estrutural na comunicação contemporânea. O marketing de influência, antes tratado como um campo experimental, hoje é orientado por dados, métricas e monitoramento em tempo real. Plataformas como a Sprout permitem mapear milhões de influenciadores, analisar conversas nas redes e mensurar resultados com precisão — competências que se tornaram fundamentais para quem deseja atuar profissionalmente na área.

Do ponto de vista da Spark, responsável pela operação da plataforma no Brasil, a parceria reforça a importância de formar profissionais alinhados às exigências atuais do mercado. Ao oferecer acesso à tecnologia ainda na graduação, a iniciativa reduz a distância entre teoria e prática e prepara os estudantes para decisões estratégicas baseadas em dados, não apenas em percepção.

Para a FAAP, a adoção da Sprout Social reforça o compromisso com a atualização constante dos cursos e com uma formação multidisciplinar em comunicação. Em um ambiente digital que muda rapidamente, especialmente nas redes sociais, ensinar com ferramentas profissionais passa a ser um diferencial na formação dos alunos.


Além disso, a parceria carrega um aspecto simbólico relevante: a conexão entre gerações. A iniciativa foi viabilizada por Raphael Pinho, ex-aluno da FAAP e hoje co-CEO da Spark, que retorna à instituição como parceiro, contribuindo para a formação de novos profissionais a partir de sua experiência no mercado.

Mais do que a adoção de uma plataforma, o projeto sinaliza um alinhamento entre academia e indústria. Em um cenário em que a creator economy ganha protagonismo na comunicação das marcas, formar profissionais capazes de planejar, executar e analisar campanhas com base em dados se torna não apenas um diferencial, mas uma necessidade.

No fim, essa parceria diz menos sobre tecnologia e mais sobre cultura. Sobre entender que comunicação, hoje, se aprende fazendo — com acesso, responsabilidade e leitura crítica. Quando a sala de aula encontra o algoritmo, o que se forma não é apenas um profissional mais técnico, mas alguém mais preparado para tomar decisões em um mercado cada vez mais complexo. E talvez esse seja o maior ganho: transformar aprendizado em repertório real, antes que o mercado cobre por isso.

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