Bispo Abner Ferreira
Bispo Abner Ferreira
Bispo Abner Ferreira

Estamos tão habituados com certas coisas que elas se tornam nosso estilo padrão. Isso não é ruim, mas se tais hábitos são prejudiciais a nossa saúde física, emocional ou espiritual, aí, sim, é preciso mudar radicalmente. O grande problema é que a maioria deles está tão enraizada que parece fazer parte de nós. Como poderemos mudá-los? Existe uma fórmula mágica para isto? E a Ciência, como explica tal fenômeno?

A neurociência diz que resistimos às mudanças, porque nosso cérebro se vicia em certos comportamentos, tais como o uso prolongado de substâncias nocivas como o cigarro. Mas existem hábitos igualmente ruins que podem passar desapercebidos. Comer sem prestar atenção, procrastinar, usar excessivamente o celular. A lista é imensa.

Nosso cérebro prefere sempre o mais fácil e as recompensas imediatas, tais como comer doces, comer sanduiche e não fazer o almoço, ficar na cama um pouco mais... O problema é que a zona de conforto aprisiona. As consequências? Você não cresce profissionalmente, não atingirá metas, não se concentrará em novos projetos; pode, ainda, ter a saúde prejudicada.

Para mudar, o primeiro passo é usar a força de vontade como alavanca inicial, e continuar sendo consistente hoje, amanhã, depois e continuadamente, pois a mudança não ocorre de imediato, nem no início do processo, mas dia após dia, até que os hábitos prejudiciais se tornem hábitos benéficos, que são construtores da mente e do corpo saudáveis.

Você viu?

Embora a cultura popular insista em afirmar que são necessários 21 dias para que um novo bom hábito “pegue”, pesquisas informam que esse não é o caso para a maioria das pessoas. Um elemento essencial dos hábitos é que ele é automático. Ao tentar adquirir um bom hábito (exercícios regulares, por exemplo), o objetivo é garantir que não se precise mais pensar nisso. Ele é incorporado e se integra à vida.

Que hábitos ruins você quer substituir? Quer parar de roer as unhas, para aliviar o estresse? Não quer mais buscar conforto nos doces e guloseimas? Então, você precisa de um plano, uma estratégia para não ficar procurando docinhos para aliviar suas dores emocionais, nem precisará roer suas unhas para sentir-se mais calmo.

Use uma estratégia chamada sabedoria. E, se por acaso, não a tiver, “peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1.5). Mas peça com fé, não duvidando, pois aquele que apresenta diferentes sentimentos não agrada a Deus, e é inconstante em todas as suas decisões.

Lembre-se de que muitas razões para termos hábitos ruins são inconscientes, o que significa que não temos muita chance de mudar a não ser que possamos começar a iluminar os motivos frequentemente dolorosos e esquecidos por trás de nosso comportamento.

Se não sabe como iluminar os motivos reais que o levam a praticar maus hábitos, você tem Deus para recorrer. Busque a ajuda dele e permaneça focado em seu propósito. Garanto que é possível transformar seus hábitos ruins em atitudes extraordinárias, que o tornarão em um novo ser. Deus te abençoe!

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