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Revista britânica estampou na capa de sua edição desta semana um alerta para o "desmatamento descontrolado" da Amazônia; segundo revista, o mundo não deve "tolerar vandalismo" do presidente Jair Bolsonaro (PSL)

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Reprodução/ The Economist
“O velório para a Amazônia: a ameaça do desmatamento descontrolado” dizia a capa da edição desta semana da revista

A capa da edição desta semana de uma das principais revistas de economia do mundo, a britânica The Economist , foi estampada com uma denúncia em relação ao desmatamento da Amazônia e às práticas políticas do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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Acompanhado do título “O velório para a Amazônia : a ameaça do desmatamento descontrolado”, o editorial teve alcance global e apontou, assim como outros veículos afirmaram ao longo desta semana, que o desmatamento na região está chegando a um ponto que não pode ser revertido ou impedido, gerando resultados desastrosos para o mundo inteiro.

A revista ainda denunciou o presidente brasileiro como o grande responsável. “Jair Bolsonaro está apressando o processo – em nome, ele afirma, do desenvolvimento. O colapso ecológico que suas políticas podem precipitar seria sentido com mais intensidade nas fronteiras de seu país, que circundam 80% da bacia – mas também iria muito além delas. Deve ser evitado.”

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De acordo com a The Economist , desde que Bolsonaro assumiu, em janeiro, “as árvores estão desaparecendo a uma taxa de mais de duas ilhas de Manhattan por semana”. O veículo alertou que o “mundo deve deixar claro a Bolsonaro que não vai tolerar seu vandalismo” e apontou sugestões de como parar o desmatamento :

"Empresas de alimentos, pressionadas pelos consumidores, devem rejeitar a soja e a carne produzidas em terras amazônicas exploradas ilegalmente. Os parceiros comerciais do Brasil devem fazer acordos contingentes de seu bom comportamento. O acordo alcançado em junho pela União Europeia e pelo Mercosul, do qual o Brasil é o maior membro, já inclui dispositivos para proteger a floresta tropical. Aplicá-los é esmagadoramente do interesse das partes. O mesmo vale para a China, que está preocupada com o aquecimento global e precisa da agricultura brasileira para alimentar sua pecuária."

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Na versão impressa, a revista também publicou uma reportagem chamada “À beira”, em que escreveu sobre as consequências desastrosas para o mundo inteiro caso uma “área de subsistência para 1,5 milhão de pessoas”, como a Amazônia ,fosse destruída.