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Japão informou que vai voltará a caçar baleias em águas territoriais e na zona econômica, a partir de 2019; o país também anunciou saída da IWC

Japão anuncia saída da IWC e retomada da caça comercial às baleias
Reprodução/ Kyodo News
Japão anuncia saída da IWC e retomada da caça comercial às baleias

O Japão informou, nesta quarta-feira (26), que vai deixar a Comissão Internacional da Baleia (IWC), retomando a caça comercial ao memífero nas águas territoriais e na zona econômica a partir de julho de 2019. A decisão foi divulgada pelo secretário-geral do gabinete do governo do Japão, Yoshihide Suga, que também anunciou que cessará a prática polêmica na Antártida.

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O porta-voz afirmou que há mais de 30 anos o país procura maneiras sustentáveis de realizar a prática, porém, sem sucesso nas negociações com os países contrários à medida. Segundo ele, a caça será limitada somente em águas de zonas econômicas exclusivas do território japonês, sem expansão para o Oceano Antártico e para o hemisfério Sul. Além disso, o país ainda pretende seguir os métodos da IWC para calcular as cotas e determinar a quantidade de baleias capturadas.

O Japão tem até o dia 1° de janeiro para notificar aos Estados Unidos – país encarregado de aceitar pedidos de adesão e retirada da comissão – e realizará oficialmente a saída no dia 30 de julho do ano que vem.

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O Japão era integrante da IWC desde o dia 21 de abril de 1951, a fim de garantir a preservação desses mamíferos e frear sua caça indiscriminada. Na década de 1980, o país suspendeu a caça comercial e alegou capturar as baleias apenas para fins científicos. Nos últimos anos, representantes japoneses propuseram a retomada da atividade mais de 20 vezes, com o argumento de que algumas espécies não se encontravam mais em risco de extinção.

Suga afirmou que o país se manterá como observador dentro da IWC , após a sua saída, e assegurou que o governo continuará realizando a gestão dos recursos marinhos, mesmo com a retomada da pesca.

A decisão japonesa foi condenada pelo Greenpeace, que contrariou o argumento do país, dizendo que o número de baleias no mar ainda não havia se recuperado, já que os mamíferos estão ameaçados pela poluição e pesca excessiva. Outros países como a Austrália e a Nova Zelândia também se pronunciaram contra a decisão - apesar de terem elogiado o abandono da prática na Antártica.

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Em busca de compreensão em relação à decisão de retomada da caça às baleias , o governo japonês pretende enviar delegações aos países anti-caça.

*Com informações da Agência Brasil. 

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