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Filhote de foca surgiu do mar em praia do Havaí e chocou equipe de reportagem e biólogos devido À poluição nas águas

Um filhote de foca surpreendeu uma equipe de reportagem no Havaí ao surgir do mar com uma faca na boca. De acordo com o jornal Metro, nove jornalistas que estavam presentes no local, avistaram o animal marinho e registraram o momento por o considerarem engraçado.

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Segundo a equipe, depois de alguns minutos, as imagens da foca já não eram tão 'bonitinhas e engraçadas' quanto anteriormente, por evidenciar um problema ambiental recorrente: a poluição nos oceanos e o risco que apresenta a vida marinha.

O resgate da foca

Ao jornal, os profissionais afirmaram que estavam gravando na praia de Kailua-Kona, Havaí, quando uma repórter avistou um pequeno ponto laranja e cinza no mar, identificando assim, um filhote da espécie Manu'iwa, ameaçada de extinção.

Eles disseram que o animal ficou somente alguns minutos na superfície, jogando a lâmina no mar e nadando para pegá-la e que, por ficarem preocupados com o objeto cortante tão próximo do mamífero, decidiram entrar em contato com autoridades ambientais locais.

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“Ficamos receosos de que o filhote pudesse se cortar e até mesmo engolir a faca. Esse e outros casos que registramos diariamente servem como lembretes para tomarmos consciência sobre nossas ações para com o meio ambiente" explicou um representante do Centro de Mamíferos Ke Kai Ola.

"Devemos descartar adequadamente o lixo e não deixá-lo nas praias. Já espalhamos diferentes cartazes a fim de incentivarmos e alertarmos as pessoas sobre como esses objetos podem ser nocivos para os animais”, continuou.

Poluição excessiva nos oceanos

E a poluição tem alcançado níveis assustadores. Um estudo elaborado pela Universidade Heriot-Watt e Universidade de Glasgow evidenciou a problemática da poluição nos oceanos no começo desse ano . De acordo com os pesquisadores, diferentes criaturas marinhas estão sendo mortas e dissolvidas pelos altos níveis de dióxido de carbono encontrados nas águas.

A equipe ressaltou que a substância têm causado danos irreparáveis ao ecossistema marinho, uma vez que, literalmente, está derretendo estrelas do mar e outros tipos de vida dos oceanos. O experimento que ocorreu em Loch Sween, na costa Oeste da Escócia, identificou uma acidez fora do normal no oceano, devido a um fenômeno apelidado de “gêmeo maligno do aquecimento global”, que está destruindo a rede de organismos calcificados e criaturas marinhas, como algas coralline.

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Para preservar a vida não só de animais como o filhote de foca , algas, estrelas do mar, como outras espécies que habitam oceanos e praias, os estudioso acreditam que é necessário que os seres humanos passem a cooperar com as iniciativas ambientais lançadas em diferentes lugares do mundo. “Caso uma autoridade local ou agência governamental esteja escolhendo uma nova localização para o cultivo de peixes e outras criaturas marinhas, é importante que sejam cautelosos e que pensem nesses ecossistemas como um todo, e não em um grupo específico. É fundamental pensar como o coletivo pode ser afetado com tal mudança para que os danos não sejam ainda maiores”, concluiu o pesquisador, Heidi Burdett.

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