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A leoa Bridget, de 18 anos, teve seus exames comparados com os de sua irmã, Tia, e os resultados apontaram a raiz do problema: uma alternação hormonal

Desde março do ano passado, os veterinários têm tentado entender qual o motivo por trás do crescimento da juba
Reprodução/Facebook Zoológico de Oklahoma City
Desde março do ano passado, os veterinários têm tentado entender qual o motivo por trás do crescimento da juba


A leoa africana Bridget, de 18 anos, chamou a atenção de cuidadores do Zoológico de Oklahoma City, nos Estados Unidos, ao começar a desenvolver uma juba entre março e novembro de 2017. O caso chegou aos noticiários de todo o mundo em fevereiro, quando os veterinários declararam não ter conseguido, ainda, “solucionar o mistério”. A questão, no entanto, parece ter sido resolvida por cientistas.

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Segundo o portal Daily Mail , um grupo de estudiosos descobriu que Bridget desenvolveu a juba por causa da presença de um tumor que produz hormônios masculinos. A condição foi descoberta graças a uma comparação de amostras sanguíneas: quando o sangue da leoa foi analisado junto às amostras de sua irmã, Tia, foram reveladas alterações em dois hormônios, o que justifica o crescimento dos pelos.

Por mais que toda a equipe do zoológico esperasse encontrar níveis anormais de testosterona no animal, os resultados voltaram normais para o hormônio. O problema, porém, foi encontrado acima dos rins de Bridget: existe um tumor benigno, que secreta hormônios, se desenvolvendo nas glândulas adrenais do mamífero.

Os hormônios em questão são o cortisol e a androstenediona, que, em comparação com os exames de Tia, apresentaram níveis extremamente altos. A condição, no entanto, não é motivo para grandes preocupações. O tumor não deve afetar a saúde da leoa nem estimular o crescimento de mais pelos na região de seu pescoço.

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A equipe de veterinários continuará a monitorar a saúde de Bridget, realizando exames de sangue periódicos, para garantir que nenhuma mudança ocorreu.

Cortisol e androstenediona

O cortisol é um hormônio que, produzido nas glândulas adrenais, regula a maior parte dos sistemas do corpo, incluindo o metabolismo e as respostas imunes. No caso da leoa, seus níveis de cortisol estavam em 7.1 mg/dl, enquanto a sua irmã Tia, com os exames normais, apresentou taxa de 2.68 mg/dl.

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A androstenediona, por sua vez, é produzida nas adrenais e também nas glândulas reprodutivas. É a “precursora” dos hormônios sexuais, como a testosterona e o estrógeno, e contribui para o desenvolvimento de algumas características masculinas, como a juba. Bridget apresentou 2,82 ng/ml, e Tia, 0,41 ng/ml.